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sábado, 14 de dezembro de 2013

Sonho de uma tarde de verão

Não consigo esquecer aquela tarde de verão. Aquela em que ao vires ter comigo, me dirigiste as mais belas palavras que alguma vez ouvi.

A esplanada estava quase deserta, algo anormal para uma amena tarde de verão. Talvez por já ser muito perto do outono, quando as férias já são um passado distante para os comuns dos mortais. No entanto, estávamos os dois disponíveis e tínhamos combinado o encontro precisamente para aquele espaço.

Pediste um café para acompanhar um lindíssimo pastel de nata que estava na vitrina dos doces. Eu fiquei-me pela habitual água com gás, estupidamente fresca. Ficámos a apreciar a vista, onde se avistavam alguns barcos de pesca ao longe e uma mão cheia de pescadores amadores, com as canas de pesca ao alto, já na rebentação das ondas.

"Já te disse hoje que te amo?" - perguntou-me. "Ainda não." - respondi embora não fosse verdade, pois já me tinha dito isso diversas vezes: quando acordámos, quando me mandou mensagens ao longo do dia e quando finalmente, cerca de duas horas antes,  me telefonou a combinar aquele lanche.

Sorriu, deu uma última dentada no pastel, limpou os lábios e num terno tom voltou a dizer-me: "Amo-te".


2 comentários:

Margarida disse...

que bonito. estás a escrever cada vez melhor.

Francisco disse...

uhmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm

apaixonante este texto