Este blogue tem conteúdo adulto. Quem quiser continuar é risco próprio; quem não quiser ler as parvoíces que aqui estão patentes, só tem uma solução.
Mostrando postagens com marcador ribatejano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ribatejano. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de março de 2018

Ribatejano que se preze...

... compõe a sua horta.

Finalmente a hortelã apresenta-se verde e viçosa, as cepas já têm os primeiros rebentos, começam a aparecer as flores ao limoeiro.

Hoje foi altura de plantar as primeiras mudas.

1300 couves de diversas espécies
1100 alfaces roxas
200 tomateiros chucha
200 pés de courgette


E para não me chamarem de mentiroso, todas as quantidades devem ser divididas por 100, já que o minha quinta não conta com mais de 12 metros quadrados.



terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

O que há por cá

Confesso que ultimamente sei mais de música brasileira do que na nossa própria. prova disso é o que vou encontrando no youtube:


Um país tão pequeno, música de tão boa qualidade e eu distraído. Raios...



quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Caloice

A caloice invade-me nos dias que correm. Não me refiro ao meu emprego, nem sequer às minhas tarefas caseiras (um pouco talvez), nem sequer às minhas actividades desportivas. Refiro-me à minha aptidão para a escrita (embora às vezes duvide da capacidade) que me faz afastar cada vez mais da vida blogueira.

Recentemente reli alguns textos que escrevi em tempos para complementar este blogue. Uns foram publicados, outros ficaram como projectos a serem continuados um dia, naquele caderno onde a minha letra tão feia se mistura com ideias, a meu ver até bem interessantes. Histórias que na altura pareciam seguir o caminho da felicidade mas que, com o passar do tempo e cada vez mais, tenho a certeza que a tristeza será o fim ideal.

Esta minha mania de conversar comigo próprio, criando histórias, monólogos, diálogos até, tem claramente um contra, prova de que a caloice é real: muito do que escrevo mentalmente, jamais passará para o papel. [neste momento interrompo o texto por causa de uma música que gosto bastante] Possivelmente outros grandes escritores já tiveram momentos assim (é claro que não me quero comparar a quem quer que seja), passando depois a ter momentos de uma criatividade insuperável, ao ponto de a registarem devidamente.

Já perdi a conta ao número de vezes que escrevi que este blogue sempre foi uma tentativa de provar a mim próprio a capacidade de criar. Talvez a oportunidade de lançar ao mundo a ideia que afinal até tenho algum valor. Talvez apenas uma tentativa de chamar a atenção de alguém, frustrada talvez, não contando porém com aqueles incautos que se martirizam ao passar por aqui mais do que uma vez e ao qual a minha modéstia pessoa agradece.

[é aqui que a caloice me ataca com ferocidade]

E prontes... cá fica mais uma actualização. Triste actualização...




segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Scotish

Não entendo 80% do que o rapaz diz devido ao sotaque escocês, mas como lhe acho alguma piada vou continuar a acompanhar as aventuras. É ciclista como eu, só por isso já merece o meu respeito.


Já agora, tem uma pancada por fatos de mergulho e similares. rsrsrs




terça-feira, 28 de novembro de 2017

desconcertos



Eis-me uma vez mais invadido pelos mesmos pensamentos que ao longo do passar do tempo povoam cada uma das células que compõem o meu cérebro. Como que congelado fico, ao passar revista a cada memória que possuo e que se resume invariavelmente ao cerne do problema que me impede de descansar. Se por um lado sou quem cria a desconcertante incerteza, de igual modo estará em mim a solução. Tantas vezes já invadido fui pela confiança de que um dia tudo será resolvido, entretanto sento-me e olho esse futuro longínquo, que parece estar apenas à distância de um braço mas que na verdade se afasta a uma desconcertante velocidade. E voltam os pensamentos...




sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Uma manhã de domingo e outras memórias

A vida atarefada leva-me muitas vezes a esquecer pessoas que me são queridas, acontecimentos que me fizeram feliz, lugares por onde passei e que já devia lá ter voltado.

Cresci e aqueles que outrora julguei serem presenças constantes na minha vida, porque já cá estavam quando vim a este mundo, aos poucos partem, deixando-me um vazio, talvez só preenchido pela recordação dos momentos vividos que nos fizeram trocar sentimentos, sorrisos, lições de vida.

Toca o telefone, é a minha mãe. O coração pula sempre que me liga fora do horário habitual. Fico a pensar nalguma desgraça. Algumas vezes são apenas conversas quase sem nexo, dúvidas tão simples como o que fazer se a televisão deixou de funcionar ou apenas o comando; outras, notícias derradeiras, o final da vida de algum familiar, por exemplo. Após esse momento é um misto de angústia com a de felicidade por saber que nada de grave se passa com aqueles que me são mais próximos.

Um domingo de manhã e vou a caminho da área metropolitana da capital. O velório de um familiar que sucumbiu perante um cancro, essa doença tão habitual nos dias que correm. Não fora a idade avançada do meu ente querido e a tristeza seria talvez maior.

Já não se vêem as célebres carpideiras, cujo choro e rezas em sintonia quebravam o silêncio angustiante daquela sala onde o preto era uma obrigatoriedade, salpicado unicamente por ramos de flores, tantas vezes a companhia do final de vida, mesmo quando a vida não tenha sido florida.

O preto nos dias de hoje já não cobre todos os que com a sua presença pretendem prestar as últimas homenagens. Já ninguém veste o fato de cerimónia, nem sequer as senhoras usam o lenço de renda pela cabeça. Camisolas de manga curta, vestidos de cores mórbidas mas vistosos e até calções e sapatilhas, acompanham o caixão até ao fim.

Volto para casa e nem sequer vou ao cemitério, pois não faz sentido acompanhar aquele caixão até ao forno onde irá arder e cujas cinzas serão depois entregues aos familiares, para que tomem a decisão sobre o que fazer com elas. Fui educado unicamente para acompanhar o corpo até à morada final, o buraco escavado no chão, coberto com sete palmos de terra.

As vidas de quem cá ficou seguem em frente. Os que partiram deixam as memórias.  Enquanto essas memórias forem recordadas ninguém morre realmente.




quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Às vezes apetece...

... voltar ao passado.


Mesmo quando é muito anterior à minha própria existência.



sexta-feira, 14 de julho de 2017

Coisas que se dizem por aí (1)

"PIMENTA NO CU DOS OUTROS É REFRESCO."




quarta-feira, 14 de junho de 2017

Descoberta


Desde que descobri que estou melhor sozinho, que me sinto realmente infeliz.


Acho que mereço uma boa bebedeira hoje, nem que seja para comemorar os santos populares; ou apenas por que sim.


terça-feira, 13 de junho de 2017

Às vezes...

... penso que não vale a pena insistir...



... tantas vezes os bons conselhos vêm de onde menos se espera.. e quando menos se espera o melhor a fazer é desistir.


terça-feira, 6 de junho de 2017

Cozinha

Gosto de cozinhar.

Gosto de misturar ingredientes à maluca, como a massa de espirais e esparguete que coze neste preciso momento dentro de um tacho temperado com uma mistura de condimentos asiáticos. Gosto de juntar cogumelos com tomate e deixar apurar com algum picante, caril, noz moscada. Comida simples, fácil de fazer, invenção minha, o meu sabor.

Gosto de cozinheiros que saibam partir a louça toda em programas de televisão, que mostram a realidade da restauração em Portugal: as cozinhas imundas, as combinações sem sentido e os clientes satisfeitos na sua ignorância. Afinal já alguém teve coragem de pedir ao dono do restaurante para visitar a cozinha? Olhos que não veem, coração que não sente.

Gosto de cozinhar para mim mesmo, sem ter que enganar os outros, mas também gosto de cozinhar para alguns, aqueles que merecem a minha confiança, que podem ver a minha forma de preparar os alimentos e que, acima de tudo, me comparem com os estereótipos a que estão habituados, que façam cara feia mas que na hora de provar olhem para mim e com um sorriso nos lábios me digam "gosto, está muito bom". 

Post Criptum

O resultado:




Desejo de voltar...

É quase meia noite no Oeste. Aqui no meu canto acabo uma pizza acompanhado por um copo de sumo de frutos. Cheguei a casa tarde, resultado da minha entrega pessoal a outras causas, como que me penitenciando por imensos anos a pensar unicamente em mim. Ou apenas uma oportunidade de sair deste marasmo que invade a minha vida solitária.

Foram 66 mensagens trocadas nos últimos meses que me fizeram aventurar pela maravilhosa capital Lusa; perdi-me, tal como sempre acontece, como se o desejasse profundamente, pois assim, aos poucos conheço aquela cidade que me atrai mas que de alguma forma me afasta igualmente.

Oitavo jantar de blogues. Penso muitas vezes o que será realmente um blogue. Será este espaço onde me exponho sem no entanto me mostrar demasiado? Ou apenas uma forma que encontrei de comunicar com este mundo que tantas vezes me olha de lado? Não sei, talvez seja uma mistura de tudo num canto que apenas vale nada.

Dizer que reencontrei velhos amigos será um exagero da minha parte, conheço-os tal como me conhecem, através de uma blogosfera que se desvanece. Somos os poucos resistentes que continuam a apostar em algo que definitivamente terá os dias contados. Mas é bom saber que apesar de sermos únicos, mantemos o gosto pela escrita. Comunicamos uns com os outros por palavras, embora, tal como se comprova anualmente, é algo que já não nos basta. Há que atravessar as nossas fronteiras e encontrar solo neutro, onde somos todos iguais, por breves momentos, horas.

Reconheço que tenho sido literariamente calão. Esqueço-me frequentemente deste gosto que me alimenta, desta troca de ideias, desta forma de comunicar, quantas vezes mais importante do que todos os canais e redes sociais existentes. É o prazer da escrita que me faz diferente dos outros e no entanto, tal como vivi no passado sábado, tão igual a pessoas, que da mesma forma, mas cada uma com o seu estilo próprio, me faz reviver outros momentos passados e o desejo profundo de retomar este velho vício.

Escrever. Partilhar. Dar a conhecer. Conhecer. Afinal, no fim de tudo, apenas viver.

-

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Provérbios populares

À mulher de César não basta sê-lo, tem que parecê-lo.

&

Quem tem telhado de vidro, não atira pedras aos dos vizinhos.



domingo, 21 de maio de 2017

Para que não se diga...

... que não gosto do Festival Eurovisão da Canção.


1967 - Eduardo Nascimento (Versão UHF séc. XXI)

sexta-feira, 17 de março de 2017

O mar é bom conselheiro



Reatar contacto com um velho amigo. Uma das melhores decisões da vida.


terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Culinária & Tradição

Cortam-se as febras grelhadas aos pedaços e regam-se com o azeite quente com alho picado, orégãos, pimenta. Não junto uns pingos de vinagre porque já acabou. Acompanha com pão de três dias, torrado, a que se passa um dente de alho para dar sabor. Vinho branco fresco e depois café d'Avó, que já se encontra a assentar, como manda a regra.

É assim o jantar nesta terça-feira gorda. Manda a tradição que se coma carne. Quarta-feira de cinzas marca o início da quaresma e é dia de peixe, tal como as sextas-feiras. Quarenta dias de jejum e abstinência, objectivos difíceis nesta era de consumismo e facilidade.

Mantenho a tradição e obrigação católica. Aproveito para fazer uma ou outra penitência extra, não que seja usual, apenas o é no meu pensamento e forma de viver.


sábado, 25 de fevereiro de 2017

Nada...

... como uma noite de sono para ultrapassar as dificuldades.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Fim-de-semana

O último deste mês de Fevereiro, o mais curto do ano. Que raios estou eu a escrever? Afinal todos sabem que este Fevereiro tem apenas 28 dias.

É talvez mais um capítulo quantas vezes já por mim escrito, sobre uma noite de sexta-feira onde não acontece nada. Talvez seja preguiça. Talvez este hábito desconcertante de me manter sozinho em casa, quando existe um mundo a ser descoberto, pessoas a conhecer, aventuras possíveis.

Sinto-me cada vez mais só e cada vez mais me envolvo nesta inércia, não tentando lutar com as poucas forças que me restam, para contrariar um fim que se aproxima a velocidade estonteante.

Lamurioso fico neste meu cantinho construído, nesta casa que por vezes se torna enorme, como se um palácio com mil e um quartos, desses dos contos de fadas. Raios para isto tudo. Raios para mim. Raios...





sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Desabafo

Confesso que não almejo para mim a felicidade que outros poderão atingir e que para isso trabalham todos os dias das suas vidas. Não me vejo ao lado de ninguém, além dos meus sonhos, nos monólogos que mantenho comigo próprio, quantas vezes ditos em voz alta, em que as paredes são as únicas testemunhas, mudas.

Saber porém que alguém está a construir uma vida, em especial uma pessoa que considero amiga e que alguma forma é importante para a minha existência enquanto homem, deixa um gosto agridoce. Contente fico por um lado, por outro começo a pensar em mim próprio, talvez no meu egoísmo e acima de tudo, na minha actual forma de viver.

Facilmente diria que a mudança seria uma possível solução para o que sinto, porém passar à acção parece ser efectivamente assunto mais complicado. A engrenagem mantém-se enferrujada e o óleo necessário ao movimento parece ser cada vez mais difícil de adquirir, como se estivesse na prateleira do supermercado, mas o preço fosse proibitivo.

Poucas coisas me tiram o sono. A felicidade parece ser uma dessas coisas.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Escritos

Devia esquecer. Fácil de dizer, mas na verdade jamais conseguiria esquecer o que sentira naquela manhã de inverno. O frio de rachar congelara a água das poças de água e os campos brilhavam com os primeiros raios de sol, tímidos, sinal que o gelo que caíra durante a noite cobria ainda todas as superfícies verdes. As velhas janelas deixavam entrar uma brisa fria por entre as frinchas. Na lareira apenas cinza, restos dos parcos pedaços de madeira que se transformaram em calor na noite passada. Não conseguia esquecer... pura e simplesmente, não conseguia esquecer.