Este blogue tem conteúdo adulto. Quem quiser continuar é risco próprio; quem não quiser ler as parvoíces que aqui estão patentes, só tem uma solução.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Passagens

Despertei para a escrita com 15 anos. Poesia principalmente. Era o tempo em que me considerava um poeta popular. E por assim me ver, comecei a participar em encontros de poetas aqui da zona. Eu era o membro mirim de um clube de gente já bem entradota e para quem a poesia escorria a cada frase que os lábios pronunciavam.

Certa vez, uma poetisa popular, virou-se para mim e disse-me que não gostava da minha escrita. Foi sincera e passados todos estes anos só lhe posso agradecer, mesmo que de forma anónima. Também nunca gostei do que a senhora escrevia. Não gosto que coloquem as pedras da calçada a chorar, só porque alguém teve uma contrariedade na vida. Deixei de me considerar poeta popular para passar apenas a ser poeta.

Relembro esta passagem da vida porque recentemente alguém me disse algo semelhante. Porém, ao contrário do que fiz no passado, em que escolhi afastar-me de quem não me aceitava no grupo, decidi desta vez que ficarei. Não me preocupo com as opiniões, mesmo as positivas. Escrevo de mim para mim e é isso que me interessa.

Não quero figurar em livros, pois já tive essa experiência e apesar de ter sido interessante e por uma boa causa, não estou afim de criar uma colecção própria. Mantenho-me por este espaço ou pelo meu arquivo pessoal, onde um dia alguém poderá ler o que não tenho coragem de mostrar publicamente.

Cresci e aprendi. É importante a opinião de quem está à minha volta e daqueles que me entendam, no entanto o primeiro crítico à minha escrita serei sempre eu. É assim que me sinto bem e quem não gostar tem uma boa solução, passe ao blogue seguinte. Pode ser que encontre melhor.


4 comentários:

Margarida disse...

todas as criticas são bem-vindas se forem construtivas, se não faltarem ao respeito e se não te 'obrigarem' a mudar a tua maneira de escrever. coisas forçadas, para agradarem a outros, não é a solução. primeiro, tu terás que tirar satisfação daquilo que escreves.
estou a gostar muito dos teus textos, por falar nisso.
bom domingo soalheiro (sim, gosto muito desta palavra :D)

Eolo disse...

Há sempre alguém que pode não gostar do que escrevemos, geralmente eu acho que a melhor opção é "Não gosta? Coma só as batatas."

Eu gosto da tua prosa, a poesia acho que nunca li mas é raro eu gostar de textos em poesia portanto it's not you, it's me.

Um abraço.

Francisco disse...

O problema é que as pessoas querem ser sempre elas a sobressair e tu está a surpreender pela positiva

Continua assim :D

Abraço

João Roque disse...

É pelo que aqui dizes que eu "continuo aqui"...