Este blogue tem conteúdo adulto. Quem quiser continuar é risco próprio; quem não quiser ler as parvoíces que aqui estão patentes, só tem uma solução.

sábado, 7 de dezembro de 2013

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Conhecemo-nos numa festa de uma amiga comum. Eu já bem perto das quatro décadas de vida, solteiro, trabalhador. Tu recentemente a trabalhar na capital numa grande empresa farmacêutica, natural de Aveiro, com pouco mais de três décadas neste mundo e muitos sonhos pela frente.

Lembro como estavas tímido nessa noite. Eras afinal um quase desconhecido naquele evento privado. Colega da nossa anfitriã, praticamente sem conheceres a maioria dos presentes. Eu era já costumeiro na casa e nela me movimentava quase como se fosse minha. Conhecia já todos os cantos da mesma e como os donos da casa diziam, eu era visitante assíduo da cozinha e especialmente do frigorífico.

Estavas sentado junto à lareira, de copo na mão, olhando em redor, como se esperasses que alguém metesse conversa contigo. Eu cheguei e perguntei se estava tudo bem. Olhaste para mim e disseste que apenas te sentias um pouco deslocado. Naquele momento, quando os nossos olhares se cruzaram, senti um arrepio. Deves ter sentido o mesmo, pois desviaste o olhos em busca de um ponto que te desconcentrasse.

As horas foram passando e quase nos esquecemos que estávamos numa festa, rodeados de outras vinte pessoas. Na verdade estávamos sozinhos, pelo menos era essa a minha percepção, pois chamaram-me várias vezes e nem dei por isso. Porém a nossa amiga comum arrastou-me até à cozinha, havia um problema que só eu saberia resolver.

Quando a festa acabou dei-te boleia. Mal conhecias a cidade e afinal a minha casa ficava na mesma direcção. Ainda era cedo e passámos por um café, onde nos sentámos na mesa mais distante do balcão. Bebemos chá, acompanhado por uns bolinhos secos que restavam na vitrina. Uma hora depois fomos embora, entrámos no meu carro e arranquei.

Deixei-te à porta do prédio. Tão estúpido que fui, esqueci-me de pedir o teu contacto.


5 comentários:

João Eduardo disse...

##
beautiful
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Faz lembrar um sonho que tive à tempos (no verão), mas eu dei-lhe o numero de telefone. Nunca me ligou...[até á noite passada].

@@

João Roque disse...

Verdadeiramente estúpido, concordo.
Mas não na forma de escrever, cada vez mais "apurada"...

Ribatejano disse...

Pois.

Francisco disse...

Que falha imperdoável lolololololol

Ribatejano disse...

Melhores tempos virão.