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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Escritos

Devia esquecer. Fácil de dizer, mas na verdade jamais conseguiria esquecer o que sentira naquela manhã de inverno. O frio de rachar congelara a água das poças de água e os campos brilhavam com os primeiros raios de sol, tímidos, sinal que o gelo que caíra durante a noite cobria ainda todas as superfícies verdes. As velhas janelas deixavam entrar uma brisa fria por entre as frinchas. Na lareira apenas cinza, restos dos parcos pedaços de madeira que se transformaram em calor na noite passada. Não conseguia esquecer... pura e simplesmente, não conseguia esquecer.


Um comentário:

Francisco disse...

Tu esquece e dorme ;) está tanto frio