Este blogue tem conteúdo adulto. Quem quiser continuar é risco próprio; quem não quiser ler as parvoíces que aqui estão patentes, só tem uma solução.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Às vezes no silêncio da noite...

Tantas vezes dou por mim a pensar que o silêscio se torna cada vez mais insuportável. Afinal, faz-me um pouco de confusão não ouvir nada, especialmente quando se repete todos os dias.

Gostava de poder ouvir mais do que o som que vem do despertador ou das melgas que voam em meu redor, em busca da melhor área da minha pele para picarem e me sugarem aos poucos.

Já nem a coruja das torres que aqui morava ao lado eu ouço. Tantas vezes a amaldiçoei que acho que deve ter migrado para uma outra ruína qualquer. Apenas um latido de um cão ao longe, por vezes, corta o desconcertante som do silência.

É verão. É nesta altura que o silêncio é interrompido pelas festas das aldeias em volta. Agora é a da sede de freguesia, que deixou de o ser devido à última reforma administrativa. Passam das duas da madrugada e lá tenho que ouvir, involutariamente, a mísica em altos berros. O pior é que as palavras chegam à minha casa com uma nitidez tal, que acho sinceramente que os que ainda por lá resistem nem as devem o sentir da mesma forma.

Esta termina esta noite, mas a próxima inicia dentro de três dias. É mais longe mas invariavelmente parecerá ser aqui à porta.

Não sou contra as festas de verão mas raios, um homem também precisa de dormir. Oh silêncio sagrado!


segunda-feira, 30 de junho de 2014

Afinal...

"Cada dia que passa, tão igual ao anterior, parece ser apenas mais uma continuação de algo que deveria ter já cessado de existir."

Seria assim o início de mais um texto literário, caso eu soubesse desenvolver uma ideia que parece ser tão descabida de sentido. Escrever sobre todos os dias que parecem ser tão inconfundíveis entre si, demonstraria apenas o marasmo do real destino que os meus escritos aparentam, de forma tão desconcertada, seguir.

Calor. É isso que sinto mesmo nos dias mais frescos, uma verdadeira primavera fora de época. Talvez o cansaço ou apenas a aparente preguiça, me façam pensar nos dias como se realmente fossem importantes. Não o são para o fim desejado, apenas para o avançar da idade, que me faz apenas pensar em todos os momentos passados, especialmente aqueles em que uma aparente alegria, ocupava pelo menos um par de horas.

Até as nuvens passam, assim diz o povo. Não passa porém esta incontornável vontade de fazer melhor cada vez que aqui me perco. Na realidade, nesta inconfundível verdade, pouco aprendo. E assim, aos poucos, talvez até a uma velocidade demasiado rápida, me vou perdendo em ideias sem sentido, mais do mesmo.

Comecei a semana com uma estranha viagem ao passado, recordando memórias que esperava não existirem sequer na minha biblioteca de momentos já vividos. Foi quase intenso, não tanto como as dores nas pernas que restaram, sinais de que me mantenho em movimento. Quero voltar a sentir tal sensação, talvez sejam emoções assim que me façam voltar à realidade e a curiosidades antigas.

Contínuo assim, sempre igual e no entanto com uma leve sensação de que já mudo um pouco. O futuro a Deus pertence.


sexta-feira, 27 de junho de 2014

Questão

Como dizer a uma pessoa, educadamente, que o que ela está a precisar é de sexo?!

Oh coisa dificil...

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Recordar António

Dou comigo muitas vezes a pensar o que seriam hoje aqueles que deixaram este mundo cedo demais. Que diferença poderia cada um ter feito na sua área de actividade, que modelos poderiam hoje ser.



Recordo António, não o santo que hoje se comemora, o da trilogia de santos que protegem Lisboa, pelo menos na alma de cada um dos seus habitantes, mas o outro, aquele que por ironia do destino se findou no dia do casamenteiro. António Joaquim Rodrigues Ribeiro, um amarense que decidiu partir para a capital, onde aprendeu a profissão de cabeleireiro, profissão mal vista pelos aclamados "machos latinos" da altura. Mas foi no panorama musical que este António mais se destacou, principalmente pelas suas músicas quase tão loucas como o seu irreverente aspecto.

António deixou-nos há trinta anos. Deixou-nos acima de tudo uma maravilhosa memória musical, que contínua a encantar as gerações. Muitos foram os que fizeram versões das suas músicas, reconhecimento alto da importância do que nos delegou para sempre.

Hoje recordo o António... o Variações.


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Pão

A minha cabeça aparenta mais idade do que o Cartão de Cidadão atesta eu ter. Saí do emprego e fui ao supermercado comprar pão... e não é que me aviei doutros artigos e esqueci o precioso alimento? Só me apetece é bater com a cabeça na parede para ver se resulta em algo bom.

Experimentei há algumas semanas atrás um pão indiano, cozido na chapa e até ficou bom. Desta vez decidi-me por uma receita de pão Pita. Aproveito enquanto a massa cresce para vir aqui contar mais esta loucura. Nunca se sabe se não sai melhor que o costume (leia-se sempre que eu faço uma nova receita).



O outro blogue vai de "vento em popa". Já publiquei dois textos e o terceiro está quase acabado. Ando a escrever freneticamente, como a adivinhar semanas de falta de inspiração, pelo que tenho de aproveitar enquanto a vontade dura. rsrsrs


terça-feira, 20 de maio de 2014

Novo blogue

1000 páginas de um livro

Podem vê-lo aqui



domingo, 18 de maio de 2014

escritos

          (...)

Perguntas se te amo e respondo.

"Foi essa a pergunta que fiz a mim próprio dezenas, centenas de vezes. E tantas vezes quase decidi que seria apenas um desvario de juventude. No entanto lembrava esses teus olhos que sempre penetram na profundidade dos meus, os teus cabelos que sempre sonhei massajar com os meus dedos, essa boca onde sempre desejei me perder. Todas as dúvidas voltavam à minha cabeça e no meio de tantas noites sem dormir, a resposta final acabava invariavelmente por ser sempre a mesma. Não consigo viver sem ti e se isso não é amor não sei o que será. Resta-me apenas, após todas as tuas recusas, a esperança de deixar que esse sentimento se desvaneça e passe a ser apenas mais uma cena do passado, deste filme que é a minha vida."

Olhas-te me uma vez mais e questionas se poderias impedir que esse amor desaparecesse, se não irias tarde demais.

Respondo que não cabe a mim dizer, mas sim ao tempo.

          (...)