Este blogue tem conteúdo adulto. Quem quiser continuar é risco próprio; quem não quiser ler as parvoíces que aqui estão patentes, só tem uma solução.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Tarde

Convidei a Dama de Espadas para sair. Queria aproveitar esta tarde primaveril da melhor forma. Fomos até ao limite da terra e avistámos o mar, cujas águas, acicatadas pelo vento, mostravam quase toda a sua fúria.

Parei o carro e agarrei-me com suavidade à minha companheira. Quem estivesse de fora e não nos conhecesse pensaria facilmente que estariamos com comportamentos menos próprios. Afinal era apenas a força do vento que ao embater a superfície do coche fazia-o tremer. Não nos fizémos velhos ali e de novo as rodas de borracha se acharam no piso betuminoso.

Na volta deu-me um desejo de gaja: ir às compras. A despensa já exigia atenção pelo que o supermercado foi a primeira paragem, para comprar alguns bens essenciais. Mas não chegou. Ainda pensei ir mais longe mas acabei por encurtar caminho e aterrar numa loja oriental. Umas coisinhas para a casa apenas.

Na loja seguinte acabei por comprar aquelas camisolas que a minha mãe há tanto tempo me exige e que a forretice normalmente impede de satisfazer esse desejo, se bem que já me farto de ver sempre aquele gordo ao espelho com camisolas iguais às minhas.

Volto para casa escolhendo um caminho fora do normal. Entro e colo-me ao fogão que já andava tristonho, com saudades das minhas invenções gastronómicas. O príncipe canino cá do castelo é o primeiro a banquetear-se, só depois aqui o aio trata de si. Não sem antes aqui vir e escrever umas linhas.





domingo, 11 de maio de 2014

Um final de domingo

Sento-me no sofá, abro um livro de Mário Zambujal e ouço Celine Dion. Leio metade da história enquanto o CD dá a segunda volta. Incrivelmente começo a imaginar o resto da história, como se tivesse sido criada por mim. Não é para me gabar mas com algumas adaptações, assemelho-me muito àquele estilo literário. É claro que não me pretendo comparar ao "batido" Mário Zambujal, mas a semelhança é incrível.

Presunção e água benta, cada um toma a que quer - acho que me vou embriagar rapidamente.



quinta-feira, 8 de maio de 2014

Fiquei com ciumes...



... quando percebi que os teus olhos preferiram a paisagem.


terça-feira, 15 de abril de 2014

Diferença

A grande diferença entre uma auto-estrada e as outras é que no caso da primeira não existem atalhos ou surpresas.


Dizem que a vida é uma estrada local em que existem muitas rotas possíveis para se chegar ao mesmo lugar e cada uma delas é repleta de surpresas e/ou aventuras.


Existe quem prefira as auto-estradas mas acabam sempre por ter medo da velocidade e do preço a pagar.


Estranhos os caminhos...


segunda-feira, 7 de abril de 2014


No meu tempo de estudante universitário era assim que se desistia de um exame. O professor já não se dava ao trabalho de o corrigir e acima de tudo de lançar uma nota, que seria negativa.

É recordando esse tempo que chego à conclusão que está na hora de mudar. Parece que a blogosfera se tornou obsoleta, pelo menos é o que dizem os entendidos na matéria, eu limito-me a concordar com essa ideia por vezes, nas outras sou um defensor ferrenho.

Neste espaço que nunca considerei só meu e que começou a ser preenchido em 19-11-2011, foram publicadas 306 mensagens (contando com esta), que deram lugar a 1 645 comentários (os meus incluídos) e mais de 18 500 visitas (se bem que umas 15 mil devem ter sido minhas).

Não irei longe já que não me vou afastar completamente deste movimento virtual bloguístico, passarei apenas a ser mais um incógnito (alguns dirão até cobarde), tentando aprender o que muitos ainda têm a ensinar, só que ainda não deram por isso.

Um novo projecto está na calha, mais um para a minha colecção. Darei notícias.



PS: Não esperem que se trate apenas de mais um título como aconteceu para o conto "Conta Encerrada", que por enquanto se mantém unicamente com dois capítulos.




domingo, 6 de abril de 2014

Afastamento



Olho para trás e recordo momentos que teimo em não reviver. Aos poucos vou-me afastando daquelas situações que me faziam sentir bem. Fico inerte, quase completamente congelado nesta minha nova vida, se é que posso considerar como algo novo.

Tenho a sensação que os prazeres de outros tempos, esses que me faziam passar horas no mundo virtual, ficaram num diário há muito não escrito. Parece que as palavras já não me fazem imaginar ou simplesmente não me inspiram. Acho que tanto mudou... ou mudei eu apenas.

Voltei ao tempo em que tudo começava e quase tudo ficou na prateleira do esquecimento, apanhando pó e à espera de uma simples continuação ou um final derradeiro.

Uma fase, dirão alguns. Para mim apenas um afastamento.


sexta-feira, 28 de março de 2014

Conversa de caserna

Sargento A: Meu tenente, eu tenho uma coisa para lhe contar mas estou com um pouco de vergonha.
Tenente A: Diga lá meu sargento, sem medos.
Sargento A: Eu digo mas tem que prometer que não conta a ninguém.
Tenente A: Mau... é assim coisa tão séria?
Sargento A: É que a tenente C contou-me que a sargento D lhe confessou que o achou muito simpático na última saída de campo.
Tenente A: É normal meu sargento.
Sargento A: Pode ser, mas a verdade é que ela já sonha com a próxima saída... para o conhecer melhor...


Tenente A (pensando para si próprio): Se vocês soubessem...