Este blogue tem conteúdo adulto. Quem quiser continuar é risco próprio; quem não quiser ler as parvoíces que aqui estão patentes, só tem uma solução.
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terça-feira, 8 de julho de 2014



Ai Guarda Peixoto... leva-me de boa vontade ou terei que cometer um crime?!


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Vertigem



O caminho era estreito, íngreme. Dos lados tudo era branco, sem conseguir ver o fundo. Aos poucos segui o trilho, tentando manter a verticalidade, tentando não escorregar e cair, perdendo-me na imensidão. Cada vez mais o caminho estreitava e a certa altura desapareceu por completo - o abismo. Congelei.

Como por magia apareceste à minha frente. Parecia que flutuavas e estendeste a tua mão em direcção ao meu corpo hirto de receios. «Confia em mim» disseste. Apesar de todos o meu medo levantei o braço e a tremer tentei tocar as pontas dos teus dedos. Ao poucos os meus dedos avançaram e entrelaçaram-se nos teus. Apertaste a minha mão e dei um passo em frente, depois outro.

Olhei para baixo e não havia chão. Talvez fosse apenas um vidro, uma ponte transparente. Sorriste e levaste-me contigo. Fechei os olhos e quando os abri de novo estavas no mesmo leito onde eu me encontrava deitado. A tua mão direita envolvia a minha e os teus lábios esboçavam um ténue sorriso.

Foi naquele momento que tomei uma das maiores decisões da minha vida. Afinal se confiei em ti num sonho bem que poderia fazê-lo na vida real. Foi o nosso ponto zero, o início.


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

A velha casa

(Este texto foi criado hoje mas é baseado num texto com cerca de 20 anos. Considero-o uma actualização necessária)



     Acabaram de bater as onze badaladas no velho sino da igreja. Meto a chave já enferrujada na fechadura, tacteando, pois a lâmpada de fora há muito que se encontra fundida. As velhas dobradiças rangem e eu entro na penumbra. Acendo o candeeiro que mal ilumina a sala. O anterior proprietário devia ser um forreta, já que todas as lâmpadas ou são de fraca potência ou estão simplesmente mortas de tanto uso. Atiro a pasta ao chão, descalço os sapatos e sento-me pesadamente na poltrona de tecido gasto. Tento vislumbrar o espaço, mas a fraca luz só me deixa adivinhar o que está à minha volta.

     Comprei esta casa há apenas 2 semanas. Mudei-me ontem mas esta será a primeira noite no velho casarão. Obras são precisas para que o edifício volte a ter o vigor de outros tempos. Festas e grandes recepções ocorreram neste espaço. Pelo menos assim falavam os vizinhos. Foram tempos de fartura, em que o vinho quase escorria pelo salão. O proprietário anterior, senhor de muitas terras, padrinho de meio mundo, era um mecenas. Mas era também um pobre homem, deixando-se enganar por falsas promessas de aumento da fortuna, que se revelaram verdadeiros fiascos. Terminou a vida quase a pedir esmola pelas ruas. Recebia apoio da Congregação, mas ninguém se atrevia a confirmar o facto. Afinal era ainda o mais alto representante de todas as boas causas sociais. Um exemplo a seguir por todos.

     Deixei-me ficar na poltrona. Na minha cabeça, quente dos problemas laborais, ainda se formavam ideias para restabelecer o esplendor ao casario. Pintura nova, canalizações, renovação dos pisos. O velho celeiro seria transformado em salão de festas. No jardim, se se pudesse chamar de jardim efectivamente, seriam removidas as velhas raízes e substituídas por árvores, arbustos e roseiras de diversas cores. E luz, muita luz. Proporcionada por lâmpadas de boa potência e abertura de janelas de grande dimensão. As ideias fluíam, assim houvesse capital financeiro para as concretizar.

     Um som… raios… estará alguém em casa? Pensei eu. Endireitei-me e tentei ouvir de novo. Efectivamente algo se ouvia. Risos talvez. Levantei-me e fui até à lareira. Peguei no ferro de mexer o fogo e em bicos de pés percorri o piso térreo. Afinal parece que o som vem lá de cima. Subi as escadas lentamente, tentando que as tábuas dos degraus não denunciassem a minha posição, com os rangidos que saiam debaixo dos meus pés. Já no cimo, pareceu-me ver uma ténue luz ao fundo do corredor. Tropeço num velho vaso e quase o quebro. Chiiiiuuuu… disse para mim mesmo. Continuei a seguir a luz, que se tornava cada vez mais forte. Parei em frente à porta do quarto principal que estava entreaberta e espreitei lá para dentro.

     Dois corpos jovens. Musculados, envoltos numa luz divinal. Seus lábios tocavam-se mutuamente e a cada beijo havia uma nova explosão de luz. Abraçados rolavam por cima da manta de retalhos que cobria a velha cama de dossel. Bem me avisaram os vizinhos que coisas estranhas se passavam aqui. Pensei, imaginando a vizinha gorda da casa do lado esquerdo e do seu finíssimo marido com bigode de pincel. Abri mais a porta e as dobradiças rangeram. Os amantes nem se assustaram, continuando os seus momentos de paixão. Aproximei-me e foi quando um deles me olhou me estendeu a mão. Estivesse eu hipnotizado ou não, só sei que segui naquela direcção.

     Três corpos se envolviam naquele leito. Beijos eram partilhados. Toques suaves. E uma sensação de paz invadia todo o meu corpo. Sentia-me flutuar, como se o colchão tivesse simplesmente desaparecido e uma almofada de ar nos sustivesse. Gemidos de prazer foram emitidos por todos. Envolvimentos mais profundos levaram-me a estados de prazer jamais sentidos. Poderia acabar o mundo naquele momento que não me importaria nada. Adormecemos juntinhos, quase nos fundindo num corpo só.

     Acordo com um sorriso nos lábios. Cheira a flores. Abro os olhos. Raios de sol atravessam os empoeirados vidros. Deparo-me com o fato de trabalho e com a gravata desapertada, sentado na velha poltrona de tecido gasto. Acho que dormi aqui e tudo o que aconteceu não passou de um belo sonho. E quando olho para o quadro que fica por cima da lareira, lá estavam aqueles belos jovens. Juro que um me piscou o olho mas deve ser apenas fruto da minha enorme imaginação.

     Só sei que quero recuperar a velha casa e que esta noite foi apenas o ponto de partida para um grande futuro.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Definições

Horário de verão.

Proporciona-me tempo adicional para as minhas tarefas caseiras. O meu castelo precisa de carinho. Os meus projectos amontoam-se ali na oficina, esperando que eu os acabe. As plantas que precisam de ser regadas e as ervas daninhas arrancadas. Aproveitei para cuidar da sementeira de cabaças que a vizinha, sempre ausente, não cuida. Uma espécie de boa vizinhança.

Sala.

O espaço onde mais tempo vivo, a par da cozinha, claro. Olho as paredes a precisarem de peças de decoração. O quadro que comprei e que nunca veio comigo. O novo projecto que ainda não saiu do papel. A porta do armário já concluída e que dá nova côr. O cantinho a precisar de um toque especial.

Janela.

Olho o exterior. Imagino quantas aventuras poderei ter naqueles caminhos brancos. O verde que se transforma em ouro. As frutas nas árvores a crescerem e a amadurecer. O terreno do vizinho que este ano não foi cultivado, mas que se apresenta com uma alegria verde, sarapintada de amarelo e vermelho, as flores da época.

Computador.

O meu espaço. Motor que me leva além paredes. Entro nas outras salas, mesmo nas mais longínquas. Crio as minhas fantasias. Brinco com as palavras. Ouço outros momentos e outras culturas. E escrevo. Pois escrever é e sempre será, o maior sonho realizado.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Um sonho...

... parvo entre as 3 e as 4 da madrugada.

Odeio sonhos parvos!

sábado, 26 de novembro de 2011

Um sonho de menino

Vinte anos passaram e o sonho do menino caiu por terra.

Estudar para ter uma profissão. Encontrar aquela que seria a companheira para a vida. Casar. Ter filhos. Viver a vida sem sobressaltos. Netos.

O sonho foi-se tornando utopia ao passar do tempo. As vontades foram outras e as circunstâncias contrariaram as expectativas. Parte foi realizado, mas muito ficou por se tornar realidade.

E o futuro? O futuro a Deus pertence. Há que viver o presente dia-a-dia. Há que viver...