Pouco passa das seis horas da madrugada e cá estou eu de volta do meu diário. Acordei às 5, resultado de ter deitado demasiado cedo na noite de domingo. Foi o frio que me fez ir para o leito tão cedo, depois de um banho quentinho para aquecer os ossos. Liguei o rádio despertador, troquei algumas mensagens e entreguei-me ao reino dos sonhos.
Não consigo estar demasiado tempo na cama, pelo que me obriguei a levantar. Se o fizesse mais perto da hora de sair para o trabalho, seria dor de cabeça certa durante o resto do dia. É assim comigo, talvez por falta de motivos para me deixar estar mais tempo ou porque o meu corpo, já tão habituado, me prega essa partida diariamente.
Sentado em frente ao portátil, vestido, com o robe e mantinha pelas pernas, pantufas calçadas, tentando manter o quente que o corpo lança, aqui nesta sala que continua fria, tão fria como na noite de ontem. Já tomei o pequeno almoço, pelo que, pelo menos por dentro, mantenho-me mais quente. Pareço um velho, dirão alguns; outros poderão entender-me melhor.
Nenhuma história me sai das células cinzentas, talvez porque ainda não tenham acordado totalmente. Acho que prefiro o silêncio da noite para poder criar as minhas aventuras, passar para o registo alguns dos meus sonhos, já que outros ficam simplesmente a marinar, à espera de se concretizarem. Esses, os mais pessoais, ficarão apenas na minha memória, podendo quiçá serem lidos por quem tenha alma tão desconcertante como a minha, quem me compreenda e se reveja em mim.
Diz o meu maior crítico que só escrevo disparates, que cabe a mim passar das frases aos momentos, que só eu posso transformar o virtual em realidade. Respeito a sua experiência e tento até aprender com ela, porém por enquanto, deixo-me ficar no meu canto, esperando dias melhores. Que venha uma nova primavera. Entretanto ainda falta acabar o outono e decorrer o frio inverno.
Deitei-me a pensar só em ti
Assim faço a todo o momento
Gostava de te ter sempre aqui
Que me saísses do pensamento
Lembrei desta quadra agora, tantas vezes escrita ao longo dos anos. Vinte já passaram, acho eu. Duas décadas de poesia que contam grande parte da minha história. Os sonhos já referidos que de outra maneira não serão contados.
Nos momentos frios de agora
Que gelam até o coração
Peço que peguem na mão
E me levem estrada fora
Escrevo apenas o que vai na alma
O que nela paira a todo o momento
É assim que este meu pensamento
Me descansa e até acalma
Que dos sonhos já tão pensados
E que ficam nesta memória
Pois já são a breve história
De vinte anos já passados
Que o frio não faça esquecer
Pois o esquecimento é a morte
Não quero para mim essa sorte
Pois vou sempre escrever
De promessas está o Inferno cheio, já diria a avó de outro. A minha tem-se cumprido e desde que eu possa assim continuará, pois as prosas e os versos, sentidos ou inventados, bons, maus ou estragados, com bom efeito ou sem tino, continuarão a definir quem sou e serei .
E antes que escreva sem nexo
Apesar de sentir que já comecei
Vou terminar aqui a escrita
Pois nesta semana mais tempo terei.
Ribatejano, o poeta pateta
Este blogue tem conteúdo adulto. Quem quiser continuar é risco próprio; quem não quiser ler as parvoíces que aqui estão patentes, só tem uma solução.
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segunda-feira, 18 de novembro de 2013
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
NÃO DEIXE O AMOR PASSAR
Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.
Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.
Carlos Drummond de Andrade
Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.
Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.
Carlos Drummond de Andrade
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