Este blogue tem conteúdo adulto. Quem quiser continuar é risco próprio; quem não quiser ler as parvoíces que aqui estão patentes, só tem uma solução.
sábado, 12 de dezembro de 2015
terça-feira, 10 de novembro de 2015
domingo, 8 de novembro de 2015
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Sei que sou sovina quando...
... decido comprar um computador por cerca de cem euros. Recondicionado (nem sabia que esta palavra existia) e com um ano de garantia. Funciona bem, pelo menos é mais rápido que o meu velho portátil.
Longa vida lhe desejo.
Longa vida lhe desejo.
domingo, 1 de novembro de 2015
1 de Novembro
Faltam 60 dias para terminar o ano.
Não sei a razão de ter começado esta publicação com tal frase, é apenas algo que me veio à cabeça de repente, contrariando a minha vontade de nada publicar.
Devo ter uns oitenta canais de televisão à disposição e só assisto habitualmente a menos de uma dezena. Parece-me cada vez mais que as programações são tão idênticas que não vale a pena perder tempo com os restantes.
Os canais de informação continuam a fazer da política assunto do dia, tema que deixou há muito de ser notícia. Parece-me cada vez mais um horóscopo de revista barata, daqueles que apenas prevêem o que todos já sabemos que vai acontecer.
Os canais de séries repetem constantemente os mesmos episódios e até os cinematográficos se limitam a algumas dezenas de habituais filmes, quantos deles sem interesse, como se o cinema fosse apenas mais um corriqueiro assunto. Tanto se realizou neste mundo que aos poucos cairá no esquecimento.
Cada vez mais me sinto atraído com a ideia de me afastar definitivamente das redes sociais. É tanta a hipocrisia que às vezes me sinto um ser único no mundo virtual. Compreendo depois, pelas conversas que ouço à minha volta, que no final não sou o único a ter tal opinião. É claro que tal decisão tem os seus contras, especialmente o perigo de cairmos no esquecimento. Talvez seja esse o meu real propósito.
Ainda nem são vinte horas e já estou farto desta escuridão. Esta sensação de ter o dia só para o trabalho aborrece-me verdadeiramente. Gosto de chegar a casa e entreter-me com os meus afazeres rurais, fazer barulho sem ter a censura dos vizinhos, afinal para alguns, a noite é para o descanso. Irrito-me facilmente.
Ou talvez seja só mais uma prova do meu mau feitio.
Não sei a razão de ter começado esta publicação com tal frase, é apenas algo que me veio à cabeça de repente, contrariando a minha vontade de nada publicar.
Devo ter uns oitenta canais de televisão à disposição e só assisto habitualmente a menos de uma dezena. Parece-me cada vez mais que as programações são tão idênticas que não vale a pena perder tempo com os restantes.
Os canais de informação continuam a fazer da política assunto do dia, tema que deixou há muito de ser notícia. Parece-me cada vez mais um horóscopo de revista barata, daqueles que apenas prevêem o que todos já sabemos que vai acontecer.
Os canais de séries repetem constantemente os mesmos episódios e até os cinematográficos se limitam a algumas dezenas de habituais filmes, quantos deles sem interesse, como se o cinema fosse apenas mais um corriqueiro assunto. Tanto se realizou neste mundo que aos poucos cairá no esquecimento.
Cada vez mais me sinto atraído com a ideia de me afastar definitivamente das redes sociais. É tanta a hipocrisia que às vezes me sinto um ser único no mundo virtual. Compreendo depois, pelas conversas que ouço à minha volta, que no final não sou o único a ter tal opinião. É claro que tal decisão tem os seus contras, especialmente o perigo de cairmos no esquecimento. Talvez seja esse o meu real propósito.
Ainda nem são vinte horas e já estou farto desta escuridão. Esta sensação de ter o dia só para o trabalho aborrece-me verdadeiramente. Gosto de chegar a casa e entreter-me com os meus afazeres rurais, fazer barulho sem ter a censura dos vizinhos, afinal para alguns, a noite é para o descanso. Irrito-me facilmente.
Ou talvez seja só mais uma prova do meu mau feitio.
domingo, 18 de outubro de 2015
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Opinião
Enganam-se aqueles que julgam que Portugal é um país compreensível e permissivo, quando se trata da homossexualidade. Aquele vídeo que circula nas redes sociais onde dois namorados passeiam de mãos dadas pela capital, mostra apenas uma parte da realidade deste pequeno rectângulo ibérico. A verdade é que pelo campo ou pelas cidades mais pequenas o resultado seria completamente diferente; não digo que houvesse qualquer cena de violência física, embora não a exclua, mas a verbal seria uma certeza.
Esta sociedade é um misto de sociedades tão diferentes como a água do azeite, tal como o velho ditado popular conta. Logo após o acto eleitoral e sabendo a possível composição do Parlamento, fui em busca do programa eleitoral do partido que ganhou uma cadeira naquela casa da democracia. A homofobia está explícita num programa eleitoral, cujos votos do distrito de Lisboa deram a oportunidade a um cidadão que a meu ver coloca outros cidadãos abaixo dos animais domésticos.
Se é este tipo de partidos que o povo quer que representem 10 milhões de habitantes, tudo leva a crêr que existe uma minoria de homens e mulheres que devem temer pelo futuro.
A questão política é apenas um desabafo, pretendo porém colocar em evidência que existem cidadãos com a necessidade de viverem vidas duplas, no intuito de se sentirem seguros neste espaço nacional que é de todos. É tudo aceite quando é na casa do vizinho, quando é na própria casa pia tudo muito mais fininho.
Feliz daquele que assuma perante os outros a sua verdadeira natureza e que viva em segurança na opção que tomou. Infelizes são os menos corajosos, que se desviam dos seus interesses com o fim de proteger os outros, os que lhe são mais queridos.
Talvez o meu mau feitio, o mesmo que referi na minha anterior publicação, me leve a ter posições contrárias a algumas pessoas que conheço. Não que elas sejam desconhecedoras da realidade mas que, talvez por crença ou por ingenuidade, não queiram ver que na verdade o nosso mundo português não é um mar de rosas.
Esta sociedade é um misto de sociedades tão diferentes como a água do azeite, tal como o velho ditado popular conta. Logo após o acto eleitoral e sabendo a possível composição do Parlamento, fui em busca do programa eleitoral do partido que ganhou uma cadeira naquela casa da democracia. A homofobia está explícita num programa eleitoral, cujos votos do distrito de Lisboa deram a oportunidade a um cidadão que a meu ver coloca outros cidadãos abaixo dos animais domésticos.
Se é este tipo de partidos que o povo quer que representem 10 milhões de habitantes, tudo leva a crêr que existe uma minoria de homens e mulheres que devem temer pelo futuro.
A questão política é apenas um desabafo, pretendo porém colocar em evidência que existem cidadãos com a necessidade de viverem vidas duplas, no intuito de se sentirem seguros neste espaço nacional que é de todos. É tudo aceite quando é na casa do vizinho, quando é na própria casa pia tudo muito mais fininho.
Feliz daquele que assuma perante os outros a sua verdadeira natureza e que viva em segurança na opção que tomou. Infelizes são os menos corajosos, que se desviam dos seus interesses com o fim de proteger os outros, os que lhe são mais queridos.
Talvez o meu mau feitio, o mesmo que referi na minha anterior publicação, me leve a ter posições contrárias a algumas pessoas que conheço. Não que elas sejam desconhecedoras da realidade mas que, talvez por crença ou por ingenuidade, não queiram ver que na verdade o nosso mundo português não é um mar de rosas.
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