Este blogue tem conteúdo adulto. Quem quiser continuar é risco próprio; quem não quiser ler as parvoíces que aqui estão patentes, só tem uma solução.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Sim parece

Sim, parece que este espaço se encontra algo abandonado. É verdade, não por querer que assim aconteça, apenas porque a minha cabeça anda mais ocupada a pensar noutros assuntos.

É sempre bom voltar à blogosfera. Acompanhar os blogues de que gosto. Acima de tudo saber como estão os "desconhecidos" da blogosfera que ainda perdem um pouco de tempo por esta paragem.

O ano novo começou anormalmente normal, parecendo apenas um prolongamento do velho 2014. Talvez a diferença tenha sido a prenda que ofereci a mim mesmo e que já estava nos planos à demasiado tempo. Agora é encontrar formas de a usar, haja tempo e acima de tudo a disponibilidade financeira necessária. E não pensem coisas estranhas, trata-se apenas de uma ferramenta eléctrica que já ocupa a minha pequena oficina.

A escrita tem ficado na prateleira do esquecimento, embora tenha prometido a mim mesmo não a abandonar durante tanto tempo. Pode ser que este texto seja apenas mais um início.

até à próxima.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Certezas

Quando finalmente abri os olhos percebi a burrada que tinha acabado de fazer. Foram anos a tentar conquistar uma amizade, que se tornou num passado em apenas um fechar de olhos. Tentei corrigir os erros cometidos mas foi tarde demais. Foste embora e já não fazes sequer a intenção de voltar. Já de nada serve desculpar-me, dizer que não estava em mim, que não consigo percorrer os dias sem te sentir desse lado.

Afinal parece que a nossa amizade não foi construída sobre bons alicerces, facilmente se desmoronou logo ao primeiro sopro do vento. Não houve amarras suficientes para impedir uma queda acentuada no sentido do desentendimento. Tudo ficou para trás. E para a frente apenas a incerteza é certa.


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Sabedoria popular

Diz-se na terra que passa hoje um burro com tantas orelhas quantos os dias já tem o ano.


Os Antigos sabiam-na toda!


quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Dia Mundial da Paz


Assim os Homens quisessem. Resta a esperança em cada um de nós que venha um dia a acontecer, para o bem de todos.

Bom 2015.


segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Fim de ano

Certos acontecimentos recentes fazem-me pensar no quão pequena a vida às vezes parece ser. São os acidentes rodoviários, as quedas de aviões, os elementos atmosféricos ou a simples partida de alguém conhecido ou familiar, que me trazem à memória outros tantos acontecimentos que de uma forma ou doutra afectaram a minha, até agora, curta existência.


Pela minha educação tradicional católica, devo crer que a morte é apenas o início de uma nova vida, da ressurreição, a vida eterna no céu, o Paraíso onde Deus acolhe todos os que Nele crêem. É este ensinamento que devia pôr um ponto final ao meu entendimento sobre a morte, mas não é o que realmente acontece.


De uma forma muito simples a morte é apenas escuridão, como se os olhos se fechassem para sempre, ocupando um estado de cegueira em que o silêncio é também algo sempre presente. Talvez a morte não se explique assim com tanta facilidade, mas é decerto a forma mais simples de pensar, não havendo a necessidade de ocupar neurónios perante uma questão com uma resposta tão simples.


Gosto de pensar como se fosse criança, que a morte é apenas a entrada em um novo mundo, o início de uma nova vida, onde mais tarde ou mais cedo todos nos encontraremos e possamos talvez matar saudades. Se do lado de lá é impossível sair, também é de lá que cada uma dessas almas vela por aqueles que ficaram deste lado. É uma forma poética de sentir algo que sempre nos é apresentado como terrível, o fim de tudo.


Parece que existe quem escolha a época festiva actual para passar para o lado de lá, como contrariando de propósito a felicidade ou a alegria que esta altura obriga. Não... não é assim tão simples. A foice não escolhe altura, não escolhe momentos, nem sequer deve responder a pensamentos. Ceifa pura e simplesmente as vidas que terminaram na Terra as suas missões, para que novos objectivos sejam reiniciados, onde quer que seja.





terça-feira, 9 de dezembro de 2014

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Defeitos

Acho que é um defeito de fabrico, mas é com ele que tenho de viver e especialmente quem me quiser aturar.

Tenho mau feitio. Confesso-o aqui e desde já. Sou assim principalmente porque à minha volta vejo as injustiças que se fazem ou que se escrevem. O mundo virtual trouxe-nos uma nova forma de comunicar, porém nem todos a usam com a responsabilidade que tal ferramenta necessita.

Descubro todos os dias que existem pessoas piores do que eu. E se pensar o quão mau eu já sou, até ganho medo quando tento descobrir alguém que não o seja, pois encontrar alguém igual a mim já me deixa de cabelos em pé.

Gosto de opinar, já aqui o referi várias vezes. Porém parece que só eu é que estou errado, pois todos os outros se acham correctos.

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Parece que o povo está mais interessado do que nunca em voltar ao tempo da "outra senhora". Afinal parece que a ditadura está na mente de muitos como uma coisa boa, mesmo que esses nunca tenham vivido realmente nesse tipo de regime político. A esquerda ganha força, em especial aquela que só com a dita ditadura poderia alguma vez ter o poder. Refiro-me claramente no comunismo, que tem sido o que a história nos tem ensinado... pelo menos aos mais atentos.

Parece que a direita não interessa ao país, nos dias que correm. Parece que a esquerda está adormecida. Enquanto isso outros ficam à espera que haja sangue para depois pegarem nos restos e subirem ao pódio. Não sei porque escrevi este parágrafo, acho que me entusiasmei apenas.

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Sou católico. Não entendo a razão porque se dizem uns ser praticantes e outros não. Cá para mim só existe o ser ou o não ser, não há cá meios termos, pois havendo-os é o mesmo que dizer que não se é realmente católico. Acreditar em Deus, no seu Filho e no Espírito Santo é claramente algo de espiritual, que não pode ser classificado por meios termos.

Que diga a Constituição que o estado é laico que não me interessa, pois quem forma o Estado são as pessoas e são elas que têm as suas crenças. Estar constantemente contra os feriados católicos é estar contra as pessoas, ou seja, é claramente uma forma de repressão espiritual e não é, a meu ver, direito de qualquer um em relação aos outros. Há que haver respeito pelas tradições do vizinho, desde que as mesmas não interfiram com as dos próprios.

Esquecer o caminho católico, com ou sem erros, na formação de Portugal é sem sombra de dúvida deitar por terra a razão porque existimos enquanto nação e acima de tudo enquanto cultura e diversidade mundial. Não me venham portanto com falsos moralismos, não somos máquinas, somos humanos e por isso temos direito às nossas crenças.

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Estamos em plena época festiva, quer gostem quer não gostem deve-se a uma comemoração católica. Deverá o Estado laico acabar com as festividades? Pois, não me parece. Implicaria acabar com férias escolares, retroceder o crescimento económico, juntar as famílias em redor da mesa. Parece que alguns não percebem ainda o significado de família e o que a velha tradição católica proporciona aos laços familiares.

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Resumindo e concluindo, estou com um mau feitio do caraças... apetecia-me dizer mais, mas este blogue aderiu ao grupo internacional sem palavrões.