Este blogue tem conteúdo adulto. Quem quiser continuar é risco próprio; quem não quiser ler as parvoíces que aqui estão patentes, só tem uma solução.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Certeza

Ao domingo a certeza é só uma: chegar a casa inteiro.

Um dia frio, um dia de chuva, uma vontade louca de me fazer à lama. Aproveitei uma aberta no tempo e fiz-me à estrada. Como é habitual, a montada escolheu o caminho. Alcatrão no início mas uma vontade enorme de se meter por estradadões. Areia, alguma pedra, muito barro, um sem número de poças de água. Gosto de fazer a minha montada feliz e estando ela contente eu fico maravilhado.

Os pés porém não gostam muito de molho, especialmente quando significa muitos quilómetros de humidade excessiva. No verão sabe bem, mas nesta altura só não é tão desagradável porque a vontade e o sentimento de liberdade compensa quase todas as adversidades.

As subidas fazem puxar por todos os músculos. Por vezes o cansaço quase vence, mas é nessas alturas que energias escondidas dão sinal e o topo atinge-se mais depressa. O mais importante é chegar lá acima nem que tenha que desmontar e fazer os metros finais a pé. Como se trocasse de papel com a montada, sendo eu o transporte.

Penso na vida enquanto rodo entre as poças aparentemente mais fundas e cujos perigos estão escondidos pela água de aspecto lamacento. É nestes momentos que recordo outras aventuras, que encontro possíveis soluções para os problemas, que deixo para trás os momentos menos felizes, em forma de grito.

O sol nem sempre é a única companhia, a água acaba por ser o elemento constantemente presente, seja no espaço que percorro, alojada no equipamento, no suor, na bebida energética que consumo e que por vezes acompanha a tradicional banana, fonte de potássio, ou umas dentadas nas barras de cereais que guardo na mochila.

Ando sozinho normalmente, embora saiba que é mais perigoso. Não que não encontre com quem partilhe as emoções da aventura mas porque às vezes é a melhor forma de esconder as parvoíces que faço, tal como desmontar por causa de pequenos rasgos ou simplesmente porque gosto pouco de descer por terrenos muito inclinados ou apenas mais técnicos. Não há que ter vergonha, mas sou assim.

Por esta altura é assim a minha manhã domingueira, entregue ao desporto, à aventura, aos trilhos já tantas vezes percorridos no passado mas que se renovam a cada ano que vivo.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O meu estado

Estou sem vontade de escrever


Só me apetece desligar tudo


E simplesmente ficar





terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Desejo

Tanto que eu desejei ter...


... e agora...


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Dois países, uma língua

Num único dia dois países irmãos ficaram mais perto pela mesma razão: a tristeza invadiu o pequeno Portugal e o grande Brasil.

Duas pessoas de áreas tão diferentes mas que sempre marcaram a diferença. Por cá o primeiro grande e global jogador de futebol, Eusébio da Silva Ferreira, um moçoilo vindo da outrora chamada Lourenço Marques, conhecida agora por Maputo, capital de Moçambique. Do outro lado do oceâno, um dos maiores cantores românticos de sempre, Nelson Ned, um gigante apesar de ser apenas uma pequena pessoa, só com 1,12m de altura.

O comum entre os dois é sem sombra de dúvida quem foram numa certa altura das suas vidas. Por cá o jogador de futebol que maravilhava os adeptos pelos seus feitos, em especial os seu golos espectaculares. Do outro lado, onde é verão por esta altura, um cantor que ultrapassou todas as barreiras terrestres e humanas, arrasando corações com a sua tremenda voz.

Podia estar aqui a reescrever mil e uma características de cada um destes maravilhosos homens, cuja pequena homenagem aqui deixo, mas acho que não vale a pena. Vale sim a pena nunca esquecer esses dois gigantes, essas duas pessoas que mudaram o mundo sem que déssemos por isso. Foram a felicidade estampada nos rostos de muitos. Cometeram os seus erros, afinal são humanos como cada um de nós, porém os melhores feitos ficam sem dúvida na memória.

É como eu sempre digo, a vida só vale realmente a pena se nunca formos esquecidos.

Obrigado Eusébio, Obrigado Nelson Ned. Até sempre.





domingo, 5 de janeiro de 2014

Conversas

Num bar:

- Acreditas em amor à primeira vista?
- Não.
- Então vou ali e já volto.


E por falar em paixão, voltei hoje a uma paixão antiga. Oh maravilha!!!




sábado, 4 de janeiro de 2014

Susto matinal...

... quando saí de casa e vi um burro com tantas pernas quantos dias tem este ano.

Livraaa!!!!


quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

I - I - MMXIV


Hoje é o primeiro dia dos resto deste ano. Já só faltam 364 dias e meio para 2015.