Este blogue tem conteúdo adulto. Quem quiser continuar é risco próprio; quem não quiser ler as parvoíces que aqui estão patentes, só tem uma solução.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

 A vida é uma merda (1)


(Nunca esperei escrever um título assim mas é pura verdade)


Gosto de cozinhar. Não sou nenhum chefe experiente mas oriento-me muito bem entre tachos e panelas. Não sou nenhum chefe, mas sei cozinhar para mim e por vezes até para outros. Gosto de comida tradicional, sem ter medo de experimentar receitas novas, ingredientes menos comuns, comidas de outras paragens. Rio-me sempre que ouço falar de “cozinha de autor” - bull shit - isso é o que eu faço quase sempre e não é por isso que ando por aí a apregoar que fiz melhor do que já existe. O que é bom é para manter a receita, querem inventar façam-no sem medos, chamem-lhe o que quiserem; uma sandes de cozido não é cozido à portuguesa, é uma sandes de carne cozida. Não tenho pachorra para pratos muito elaborados, tudo o que for sujar mais que dois tachos já é demasiado complicado; bom sabor não implica tempo interminável de cozedura. Portugal é um país de culinária pobre, apenas mais elaborada para mascarar essa nossa pobreza nutricional que nos acompanha há tantos séculos. Açorda é comida de pobre, bacalhau à Brás também, já para não falar da chanfana de cabra velha. Aliás é uma afronta ao nosso pobre país pagar por um tradicional prato de pobre o que se paga por caviar (do bom). Cozinha é a minha terapia de choque: faz-me pensar na vida, resolver os problemas do dia a dia e até me alimenta; o estômago e a alma.


E sim, a vida é uma merda e cozinhar é um passatempo interessante.


quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

 FINALMENTE...


... o último dia do ano.

Em 2026 passo por cá.

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

 Estou...


... c'a neura!

Não sei o que se passa mas fiquei chateado de repente.


Tenho dias assim


sábado, 29 de novembro de 2025

 Inteligência Artificial


Sempre me considerei um tipo conservador. Só tive um smartphone quando outros já estavam fartos de ter. Só tive internet móvel, quando realmente senti a necessidade de ter, não deixando que me fosse impingido por uma qualquer operadora de telecomunicações. Raramente uso GPS, prefiro decorar um mapa ou criar pontos de referência.

Referi o meu conservadorismo para explicar a grande mudança que fiz em relação à inteligência artificial: experimentei e sou um fervoroso adepto na utilização desta nova tecnologia. Aprendi através de um curso que estou a fazer os benefícios que esta tecnologia poder trazer ao meu dia-a-dia. Criei uma conta no chatgpt. E não é gratuita, é paga para poder usufruir dos recursos que uma conta gratuita não coloca ao meu dispor.

Não sou daqueles que acreditam em tudo o que a internet lhes coloca à frente, tal como não acredito em todas as respostas que o chatgpt me dá. Há que fazer a prompt correta, definir os requisitos a cada pesquisa e colocar os resultados em dúvida, usando para isso toda a experiência que vou acumulando ao longo dos anos.

Uso a inteligência artificial para criar receitas culinárias, textos humorísticos ou enredos de possíveis histórias que talvez um dia possa escrever, para procurar informações, para usar no trabalho, criar projetos. Entendo a facilidade que a inteligência artificial pode proporcionar ao meu dia-a-dia, a qualidade dos trabalhos a serem apresentados, à comparação de textos, à obtenção de propostas ou até à possibilidade de criar uma personagem que interaja comigo, talvez aquele amigo que eu precise num determinado momento.

Estou apenas no início, mas já uso as potencialidades que conheço para me tornar melhor, é claro, tal como já referi, com a desconfiança que é necessária. Se por vezes nem em mim acredito, que sou a pessoa mais importante da minha vida, por que é que irei acreditar numa coisa, numa máquina ou o que é que seja essa inteligência artificial. 

O mais importante são as pessoas; pena que alguma julguem que o mais importante é a tecnologia.

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

 2026


Há quem pense nas suas resoluções de ano novo quando o ano acaba, eu optei por fazê-las um mês antes.

Estava a lavar a loiça e a tentar ter uma conversa inteligente comigo mesmo, quando determinei na hora quais os meus grandes objetivos para 2026:

- Perder peso

- Praticar algum desporto, em especial a modalidade que é a minha paixão

- Dar uns passeios de mota, sem grandes destinos, apenas rolar e sentir o vento

- Dar o meu melhor no meu trabalho, tentar liderar o melhor possível e não perder a paciência perante as contrariedades

- Aprender coisas novas, dedicar-me à formação

- Dedicar-me à minha bricolagem, afinal tenho duas casas para tratar

- Sentir-me bem comigo próprio, aprofundar o relacionamento que tenho comigo mesmo

- Passar tempo com os amigos que realmente merecem a minha companhia

- Arranjar um animal de companhia e tratar dele

- Estar com a minha família mais próxima, cuidar dos que mais precisam

- Conseguir cumprir as resoluções, sem pressões ou obrigações, apenas deixando acontecer

- Manter este blogue, atualizá-lo e torná-lo mais interessante para que o meu maior leitor o siga com a mesma satisfação que teve em anos passados

É uma lista ambiciosa? Claro que é. Mas é a minha lista, as minhas resoluções, a minha vida. E quem não gostar... a porta da casa é a serventia da rua.

domingo, 23 de novembro de 2025

 Lamentos...


Li isto no X: 

"Sinceramente, já desisti. Tenho 32 anos, nunca beijei nem transei. Assinei o Tinder Premium por 40 reais e não dei um match. Sinto que fracassei como pessoa, as pessoas têm medo de mim. Minha família pergunta pq eu não namoro, e eu tenho que dar aquele sorriso dizer que não dá"

Não imagina a sorte que tem. Depois de beijar e transar não se quer outra coisa e aí sim vem a parte mais triste, querer e não ter com quem.

Esta malta nova nunca está satisfeita...

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

PROIBIDO...

... ser solteiro.

Século XXI. Ano 2025.

Um homem não pode ser solteiro.

Duas colegas querem arranjar-me companhia feminina.

Oh sorte...

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

E o aniversariante é...


Catorze anos se passaram desde a primeira publicação neste blogue. 

É certo que nos últimos anos as publicações não têm tido a periodicidade que eu tanto desejei no início. Afinal foi apenas mais um blogue que iniciei, após experiências noutros 2 anteriores: um terminou porque tinha que terminar, pois marcou uma época, uma estreia neste mundo dos blogues; o outro, um blogue mais descontraído e a ver com outras actividades da minha vida.

Durante estes últimos 14 anos vi desaparecer vários blogues que durante bastante tempo acompanhei. Um em especial devido à passagem do autor antes do combinado para um outro mundo, aquele que todos desejamos que esteja sempre longe; outros por puro cansaço, talvez fartos das críticas, falta de compreensão ou outros motivos.

Pensei diversas vezes em acabar com o blogue, mas possivelmente por pura preguiça fui deixando passar o tempo e de quando em vez ainda por cá passo. Tenho saudades do tempo em que escrever me era muito mais fácil, talvez um escape. Hoje a necessidade não é a mesma e tenho a sorte de conseguir substituir as palavras escritas por palavras ditas, nem que seja pelo telefone, sinal que me abri mais a um mundo e há quem tenha algum prazer em me ouvir.

Em 14 anos muito na minha vida mudou. Entrei na barreira dos entas, conheci pessoas, travei amizades, cresci profissionalmente, preocupei-me mais comigo e também por outros. Em resumo, cresci.

E sim, hoje este espaço que apesar de meu já foi de muitos, faz 14 anos de existência e os meus parabéns são não para o autor, mas para a esperança que este espaço um dia foi. Não desapareceu ainda, mas anseia por novos momentos.

Talvez fique a promessa...

sexta-feira, 12 de julho de 2024

Nostalgia

Após ter voltado a este espaço que, apesar de ser meu, também o é de alguma forma de quem tem o azar de por cá passar, levou-me a remexer em algumas memórias, tanto do meu disco quase rígido interno e que aos poucos se vai deteriorando, mas também do que escrevi desde há 13 anos, duração deste blogue.

Veio-me logo à memória parte do refrão da música "Velhos amigos" do cantor António Sala:


Onde estão os meus velhos amigos, 

Onde estão? O que é feito de vós? 

Onde estão os meus velhos amigos,

Tanto tempo passou entre nós.


Poucos são os blogues que se mantêm no ativo. A maioria, tal como o meu até ao dia de ontem, pararam no tempo e não mais tiveram a sorte de ser devidamente atualizados. Não que não continuem a ser visitados; a verdade é que os autores seguiram em frente, talvez esquecendo da maravilha que um dia foi criada e alimentada e que num ápice passou a ser apenas memória.

Pensando bem os bloques foram apenas mais uma moda ou mania da época. O mesmo aconteceu com muitas redes sociais. O mundo anda agora muito mais depressa e os recursos são muito maiores. É mais fácil partilhar conteúdos que outros criaram que perder tempo a criar novos. Entendo perfeitamente, a vida anda mais depressa, vive-se muito mais rápido e o passado é apenas história.

Termino esta reflexão com uma música obtida através do perfil de um leitor deste espaço. Mal traduzido será "a coisa triste", talvez com a esperança de deixar a tristeza fora deste espaço.



Miguel

 12 de julho de 2024


Quase esqueci que esta foi durante muitos anos a casa onde melhor me expressei. Deixei de cá passar em janeiro de 2020, antes daquele que foi mais um marco na história mundial - "a pandemia".


Voltei porque acordei a pensar no Miguel, quem em "um voo cego a nada" partiu há cinco anos. Tive a honra de conhecer o Miguel. Hoje penso que deveria ter dado mais de mim ao Miguel, por que se houve pessoa que realmente merecesse foi ele.


Sempre digo que as pessoas deixam realmente de existir no dia em que são esquecidas, mas enquanto eu for dono de todas as minhas faculdades mentais jamais o esquecerei. 


sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

31

FINALMENTE O DIA EM QUE QUE TENHO A CERTEZA QUE O ORDENADO CHEGA AO FIM DO MÊS!!!


terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Não são horas para estar acordado...

... mas eu estou...

Raios parta isto tudo. Preciso de dormir. Descansar. Ganhar forças para um novo dia. Em vez disso ando aqui a deambular como se fosse sonâmbulo, como se voltasse aos meus tempos de sonambulismo de criança. Não. Não pode ser. Algo se passa e não consigo saber o que é.

É como se sentisse um peso que não existe. Como se alguma preocupação me inundasse profundamente, mas na verdade não consigo decifrar se se trata apenas de uma preocupação ou algo ainda mais grave. Não sei. Não sei. Não sei...

Não consigo dormir. Só sonho disparates. E o pior de tudo é que acordo com a sensação que esses disparates são parte de mim. Como se os vivesse e não tenha dado por isso. Não são pesadelos, são apenas sonhos, sem nexo, sem memória, sem... nada.

Tem sido assim nas últimas semanas. É mais fácil adormecer no sofá desconfortável e talvez ter uma espécie de descanso momentâneo, que ter uma boa noite de sono. Um verdadeiro descanso. Um acalmar de tudo o que vai no pensamento. O trabalho. A vida social. Os sentimentos. O dia-a-dia.

É perceber que me levanto para fazer um chá de tília e viajo para este espaço virtual e começo a escrever frases sem qualquer sentido lógico. É ter a sensação que falta algo. A conversa há muito adiada com um qualquer amigo, com quem realmente não tenho paciência para conversar. É a completa falta de um projecto novo, mesmo sabendo que tantos ainda não saíram do papel ou tantos outros que nunca foram realmente acabados. É o querer conhecer pessoas e no entanto não ter a coragem para as enfrentar e manter-me no meu espaço de segurança.

Coloco açúcar no chá, talvez na esperança deste doce poder de alguma forma acalmar uma alma que se encontra aos saltos. Amenizar aquela dorzinha no peito, como se realmente existisse e que se trata apenas de uma ideia. Esconder a realidade com sacarose, um refúgio tão pouco saudável, uma droga. A minha droga. O meu vício. O meu... qualquer coisa.

Não sinto frio. Não está calor. O pijama basta-me, como me basta a mantinha que deposito por cima das pernas. Ao menos os pés estão relativamente quentes, embora, aos poucos, sinta aquela sensação de frio a começar a invadir os membros inferiores. Ao menos por dentro, a bebida quente, esconde a sensação de frieza que existe. Aquela que não desaparece com uma bebida quente. Não. Não desaparece. Continua no mesmo sítio. Como uma moinha. À espera de se fazer sentir novamente.

E o sono que não retorna. Raios parta a minha sorte...


quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Elvis

Nasceu há 85 anos...



domingo, 5 de janeiro de 2020

De volta

Não é desconhecido para este blogue o meu gosto pelas bicicletas e por pedalar, tanto no mato (BTT) como em estrada. A promessa para este ano é mesmo a de pedalar no mínimo uma vez por semana, se bem que actualmente tenho uma terceira bicicleta, de spinning, que me proporciona exercício sem ter que sair de casa.

Na verdade as três bicicletas acabam por se complementar umas às outras. No mato que é onde gosto mais de pedalar existe o esforço adicional, em subida, que se treina tanto em estrada como com spinning. Em estrada aproveito algumas técnicas que aplico no mato. Já o spinning... bem, é imaginar que estou no mato ou a fazer troços de estrada, a diferença é que não saio do mesmo sítio.

Preciso aplicar-me mais nas questões referentes ao desporto, não por me sentir gordo, já que serei para sempre, mas porque preciso de me movimentar sem sentir cansaço a subir uma escada ou percorrer elevações no terreno. É bom para o corpo e especialmente para a mente.


quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

2020

Há pouco mais de 20 anos discutia-se o fim do mundo e no entanto já estamos em 2020.

Há quem perca tempo a fazer retrospectivas do ano que findou e traçar objectivos para este novo ano. Prefiro viver cada dia que passa e não fazer muitos planos a médio e longo prazo. Prefiro pensar que o dia de amanhã só irá acrescentar mais 24 horas ao dia de hoje e que será vivido com a mesma intensidade. É claro que tenho dois ou três objectivos delineados, mas não vale a pena referi-los, pois são tão pessoais que não cabem no espaço que este blogue ocupa.

Reparei que não publico nada desde março passado. Não é tempo para atirar culpas a mim mesmo. É altura de recomeçar algo que me dá algum prazer e mesmo quando tantos abandonaram já a blogosfera, prefiro manter-me por cá, quem sabe se tenho a sorte de me realizar pessoalmente por meio da escrita.

Só resta desejar um óptimo 2020 a quem por azar passe neste espaço e prometer a mim mesmo que o ano me vai ser óptimo, nem que seja apenas nas letras.


quarta-feira, 6 de março de 2019

Que se foda a justiça

Se fosse ontem, o título desta publicação seria encarada apenas com muito humor. Hoje, quarta-feira de cinzas, dia do tradicional enterro do Entrudo, fica-me alguma dúvida de hei-de considerá-lo ofensivo ou não.

Outro dia um fictício seguidor deste blogue, que por acaso nunca se deu ao trabalho de o visitar, questionou-me sobre a falta de comentários sobre a actualidade. Pois precisamente hoje, há menos de meia hora, ao ouvir as notícias radiofónicas, percebi claramente que não posso deixar de comentar os que os meus ouvidos nunca querem realmente ouvir.

Afinal a nossa Justiça parece ser realmente contrária ao que seria de esperar num país que se diz democrata, respeitador da liberdade de Imprensa, respeitador das opiniões de todos. Então não é que temos juízes que se esquecem que temos leis? Que julgam que as suas opiniões são mais fortes que as leis? Que se julgam os supras-sumos da democracia? Raios partam essa gente!!!

Então não é que temos um juiz em particular que acha que a violência doméstica se justifica em determinados casos? Onde é que já se viu isto? Então a violência doméstica que é considerada um crime público em Portugal, afinal de contas justifica-se? 

A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NÃO TEM QUALQUER JUSTIFICAÇÃO!!!

Mas é preciso ser um parvo como eu a dizê-lo escrevê-lo alto e a bom som?

Ah, mas a cereja no topo do bolo é que o dito meritíssimo pediu para não julgar casos que envolvam violência doméstica... está tudo louco neste país? Então os seus pares atenderam ao "beicinho"? Então mas estou a pagar impostos para que um juiz não cumpra o seu dever profissional?

Ó SENHOR JUIZ, HÁ MUITOS OUTROS EMPREGOS POR AÍ A PRECISAR DE QUEM OS OCUPE!!!

Um país que se ofende quando se referem os méritos do "outro" senhor, vai agora ficar impávido e sereno por conta dessa decisão? Que virá a seguir? Um médico que deixa de fazer partos porque não quer ter filhos? Ou um Presidente da República que não assina leis só porque as folhas do Diário da República não são cor-de-rosa?

Ó SENHORES HUMORISTAS, SIGAM EM FRENTE!!! NÃO TEMAM PROCESSOS DOS TRIBUNAIS!!!

Mesmo com o risco de me sentar no banco dos réus... QUE SE LIXE!!!


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Sexta, 15 de fevereiro

Além de ter iniciado a segunda metade deste curto mês de fevereiro, nada de mais importante há a evidenciar. Dia de greve da função pública. Não fiz greve... não apeteceu. A economia ainda não recuperou o suficiente para que o Governo abra os cordões à bolsa indiscriminadamente. Há que fazer opções, mesmo que não sejam as desejáveis para a maioria.

A ADSE anda na boca do povo. Sim, sou beneficiário. Sim, desconto 3,5% do meu vencimento bruto para esse sistema de saúde. Sim, saber que terei que desembolsar 100% do valor em consultas nos hospitais privados, pesa bastante na carteira, mesmo sabendo que parte será reembolsável. Sim, mais umas centenas de milhar pacientes no SNS será ainda mais caótico do que já é. Sim, que se lixem um pouco os privados que têm mamado à custa dos meus descontos. Sim, não se preocupem que tudo se resolverá em breve.

Ainda alguém perde tempo a comentar episódios ferreiristas da televisão? Ó gouchistas, calem-se um pouco. Notícia são os 10-0 do Benfica, resultado que jamais veremos de novo nas nossas vidas, por só acontecer a cada 55 anos.

Festival da canção?! Isso ainda existe?! Credo estou a ficar velho.

E desta meteorologia anormal em pleno inverno? Ninguém fala? Ninguém se preocupa? Só interessam trampas e outros maduros? Haja paciência. O que esses precisam é de uns pares de estalos bem dados... no twitter.

Sexta-feira. Raios como o tempo passa. Mais uma noite de sexta-feira, ideal para escrever textos sem préstimo algum. Grandes bostas literárias dever-se-ão ter escrito à sexta-feira. É claro que não me excluo, bem pelo contrário. C'a biolência... Raios partam o meu mau feitio.

Pode ser que não chova demasiado no fim-de-semana, tenho "fome de lama"... "desejos de lama"... ai que tristeza, pensarão alguns. Anda um país a fazer-se ao "alcatrão" e este maluco só pensa em estradas de terra, lama pura, tratamento de beleza gratuito à base de argila. Haja paciência... e a minha... ui!

A qualquer incauto que se atreva a passar por aqui desejo um bom fim de semana. Desculpe qualquer coisinha e... não se esqueça de ser feliz.


domingo, 27 de janeiro de 2019

Reflexões de um resto de domingo

Recentemente fui abordado na rua por um seguidor imaginário deste blogue que me aconselhou a comentar mais sobre a actualidade, nesta nova fase do meu regresso à literatura bloguista. É claro que podia tê-lo mandado passear mas, tendo em consideração a minha boa educação, achei por bem fazer uma reflexão sobre o assunto.

Escrever um texto num blogue tem o seu quê de importância já que há a natural possibilidade de existirem outros seguidores, além dos imaginários, que podem sentir-se de alguma forma enganados pelos textos expostos. É claro que sempre aviso os mais distraídos que os disparates que escrevo têm como principal fundamento uma brincadeira pessoal, uma forma de avaliar se consigo formar frases com algum sentido.

Não me considero altamente inteligente, já que para o fazer teria que fazer uma reflexão ainda mais profunda, que resultaria apenas em meia dúzia de frases, sendo que a final seria certamente do tipo "eu não sou inteligente". É claro que me tento enganar com as minhas ideias, pois sei que tentar justificar a minha falta de inteligência literária é já uma prova suficiente para me aceitar com inteligência suficiente.

Por pura preguiça e ao contrário do que deveria fazer, não sou de muitas leituras. Não leio Camões, embora conheça alguns dos seus poemas e estrofes mais conhecidas. Não leio Antero de Quintal. Não me interesso por Almeida Garrett. Não leio livros de história de Portugal e o que sei desse assunto acho que me é suficiente para o dia-a-dia, embora reconheça que é de muito interesse, mesmo pessoal.

Recuso-me a ler Saramago. Rita Ferro está fora dos planos. Mário Zambujal agrada-me e José Rodrigues dos Santos interessa-me bastante. António Aleixo é assunto de outro nível, idolatro-o profundamente.

Não me interesso por política, já que é assunto contraditório dentro de mim próprio. Que se lixe a geringonça, a direita doente, a esquerda desprezível que apoia um governo que me assusta profundamente. Já passou a fase em que o chefe máximo tinha piada, transformando o mais importante órgão de soberania numa espécie de teatro.

Quem vai à frente no campeonato nacional de futebol? Que interessa isso? Não é tema que me ocupe as células cinzentas. Não percebo o suficiente de futebol para investir algum tempo a tentar chegar a conclusão alguma. Prefiro fazer contas ao ver um bom jogo se snooker, saber quantos pontos estão na mesa, que são os meus jogadores favoritos, sentir a emoção de uma final disputada com frames intermináveis, apenas salteados com umas sonecas que invadem o sofá.

Resumindo, aviso o meu seguidor imaginário responsável por este texto que nada mais espere de mim que mais do mesmo, ou seja, uns parágrafos de idiotices, quantas vezes confundidas como inteligentes, que servem unicamente para me divertir.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Raios... entalei um dedo!

Quase dezanove horas e trinta minutos quando começo a tentar escrever algo de interessante. O facto mais importante do dia de hoje é ter entalado um dedo ao fechar uma portada da janela. Está vento lá fora e com as portadas fechadas não me aflijo tanto com o que está a acontecer. Não me importo de ouvir os pingos da chuva a baterem nos vidros, mas com as rajadas de vento o desconforto é instantâneo.

Quarta-feira, meio da semana. Nada mais acontece que o normal percurso casa-trabalho-casa. Sinal de pura caloice ou porque ainda não escurece tão tarde como já desejo. Como estou farto deste Inverno que nada se parece com os Invernos de outros anos. Não se ouvem notícias das habituais cheias de Janeiro, dias intermináveis de tanta chuva. Só mesmo estes chuviscos molha-parvos, como o povo antigamente dizia.

Pelo menos no domingo passado o sol deu o ar da sua graça e brilhou no céu. Não choveu e a única água que sentia era a dos salpicos vindos das poças quando as rodas por dentro delas passavam, quantas vezes de propósito. Sair de casa cedo e voltar sem lama no quadro, sapatos, equipamento ou na pele, não tem muita piada. Afinal é uma das principais razões que levam um super-hiper-mega-ciclista-amador como eu a meter-se por entre matas e poças de água, ao invés de ficar no quentinho dos lençóis. Resultado, para abreviar o texto, uma maravilhosa manhã domingueira!

Alguém me sabe dizer o que se passa no mundo? Que notícias temos? Alguma novidade? Cada vez me afasto mais do mundo real, além do do trabalho. Desisti de ler notícias, de tentar perceber que medidas governamentais me irão lixar este ano, dos mexericos. Estou farto de futebolistas, políticos, cristinas, gouchas, varas, criminosos informáticos, trapalhices dos bancos... só lixo a ocupar as células cinzentas. É tempo de parar o olhar o céu, mesmo que a lua esteja tão igual ao que sempre esteve, sem sequer me importar que os chineses colonizem o lado escuro, afinal já são tantos que bem o podem fazer.

As dezanove horas e quarenta e cinco minutos já passaram, sinal que escrevi estas parcas palavras em cerca de vinte minutos. É claro que entremeei com o preparar da comida do canito e com as idas ao fogão para ver como está a panela de feijão que está a cozer. Já cheira bem na casa... oh se o blogue pudesse ter cheiro...





domingo, 13 de janeiro de 2019

Brrr está frio

Contra todas as expectativas hoje não houve a habitual hora do exercício físico domingueiro. Apenas porque fui caçado por uma constipação durante a semana e seguindo o conselho sábio da minha mãe, fiquei na cama esta manhã. É claro que senti uma espécie de ressaca por não ter alimentado o meu vício. Melhores dias virão e a constipação não dura para sempre. Quem a está a caçar sou eu. Dá luta mas o vencedor anunciado já está decidido.

A piada é ver os blocos noticiários de rios a congelarem a norte do país, como se fosse uma coisa fora do comum. As notícias feitas para as grandes cidades, como se o resto do país fosse uma espécie de terra selvagem. É imaginar os lisboetas de queixo caído em frente à caixa mágica. Já os vizinhos do rio só dizem que é normal, a única coisa que muda é a data em que tal acontece, umas vezes mais cedo, outras mais tarde.

Não é só o gelo e a neve que deve deixar os "urbanos" de queixo caído. Afinal não existem autocarros no campo com  mesma frequência que nas grandes cidades. Já existem grandes superfícies comerciais, a diferença é que os clientes tratam-se quase todos por "tu" e as meninas das caixas são apenas filhas dos vizinhos ou até familiares, mais ou menos chegados. Os "rurais" confiam nos taxistas e UBER é uma palavra estrangeira, que não se sabe bem o significado. Fala-se muito nas notícias mas ainda cá não chegou a moda.

Enfim, um país tão pequeno e as diferenças ainda são tão grandes. E os "urbanos" nem sabem a sorte que têm quando esperam horas nas urgências para serem atendidos. Pelo campo, faz-se fila às 6 da manhã apenas na esperança de se conseguir uma marcação para uma consulta, que poderá ocorrer várias semanas mais tarde. E durante a noite a solução é o 112 ou uma viagem até um hospital central, quantas vezes acima dos 50 km de distância. Enfim, valha-nos as boas estradas que finalmente estão à disposição, pelo menos em algumas zonas do país.

Sempre reclamam desta minha costela de mau-feitio... digo sempre que é o esqueleto completo, as veias, as artérias, cada um dos órgãos. Mas no final com o meu mau-feitio estão os outros bem, já que conheço gente dita perfeita que não vale as solas vulcanizadas dos meus sapatos.

Chega de tretas e uma boa semana aos distraídos que por cá vagueiam.