13 pratos, amor, livros, risos, conversa.
Simples momentos que vale a pena serem vividos...
... e sem superstições ou quaisquer outras complicações.
domingo, 20 de outubro de 2013
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Pareço ser...
... inteligente.
A minha modéstia rural não me permite concordar totalmente com a ideia de me considerar inteligente. É certo que não sou pessoa que se limita ao seu espaço, tenho muitas curiosidades e isso tem-me feito partir em busca de respostas. É certo que nem preciso sair de casa, pois tenho um mundo à distância de um ecrã de computador.
É também certo que só ter este mundo à disposição nem sempre me chega. De que vale ter um mundo tão perto quando nem sequer o ar de outras paragens se respira. O ar não é igual em todos os lugares do mundo. Com maior ou menos quantidade de oxigénio, com odores agradáveis ou não.
Confesso que preciso ler mais. Limito-me a histórias de conspiração, livros que facilmente chegam às prateleiras mais altas, ao destaque. Preciso ler clássicos, pois acho que esses têm as melhores respostas às perguntas mais complicadas. Nem sei como consigo escrever sobre certos assuntos, quando as dúvidas são tantas e precisam ser esclarecidas.
Dizem que tenho boa conversa, que conquisto com ela. A escrita principalmente. Que sou organizado nas respostas, que escrevo rápido, não dando tempo ao outro de reflectir sobre as frases com que "ataco". Deve ser a fome de conversa que invade todo o meu ser e que me faz fartar das paredes que me ouvem dia após dia.
Quantas vezes o bom humor afecta os sentimentos, as ideias. Quantas vezes a palhaçada invade as conversas mais sérias. Uma defesa apenas dizem alguns, uma forma de me esconder. A verdade é que os mais inteligentes despedaçam facilmente a máscara com que tento tapar a minha verdade. A verdade que tento esconder desesperadamente e que consigo vezes sem conta, tantas quanto aquelas que me exponho erradamente.
Não sou o ser tão inteligente como costumam dizer. Não sou o conhecedor da experiência que por vezes os meus textos parecem querer demonstrar. Antes pelo contrário, apenas me limito a fazer minhas as experiências daqueles que muitas vezes não têm coragem de as expressar ao mundo. Sou apenas um narrador ou contador de histórias, apesar de ter consciência que tais experiências podem de alguma forma ajudar alguns indecisos.
Pareço apenas ser inteligente. Afinal...
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Chegará o dia...
... em que teremos finalmente a oportunidade de viver os nossos sonhos.
Entretanto fica a distância que nos separa...
Entretanto fica a distância que nos separa...
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quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Forreta
Já devo ter escrito algo sobre o assunto mas deu-me a preguiça de ir à procura. Sim sou forreta e tenho algum orgulho nisso. Mas não sou forreta por não gostar de gastar dinheiro, bem pelo contrário, gosto muito de o gastar. Simplesmente não gosto é de o investir em coisas banais, como roupas de marca e outras porcarias semelhantes ou tecnologias.
Não me interesso minimamente por moda. Não quero saber sequer se as calças combinam com a camisola. Não me posso dar ao luxo de andar sempre a escolher, compro o que me serve e esse é sempre o maior problema. Também não gosto de calçar caro, afinal é para andar pelo chão e o caro hoje em dia já não é sinal de boa qualidade, antes pelo contrário, é apenas design.
Não tenho um telemóvel de última geração, daqueles que só por acaso até servem para fazer chamadas. Não gosto de i-pods, i-pads e outras coisas assim. Um telemóvel serve para falar com os amigos e para poder mandar mensagens, mesmo as mais parvas. Nada de complicações e preços exagerados.
Não compro camarão todos os dias, mas confesso que o gosto de fazer em alturas especiais: algumas festas ou quando me apetece. Não sou de culinária fina mas também não me deixo ficar por pratos usuais. Gosto de inventar, misturar ingredientes, obter novos sabores, aproveitar restos.
Não compro livros todas as semanas, nem todos os meses sequer. Gosto de comprar um livro dois ou três anos depois de ser novidade. Não é só uma questão de preço, gosto de ler sem ser constantemente inundado por comentários vindos de todo o lado. Quando deixa de ser novidade o povo esquece e eu agradeço.
Não tenho os CD's que estão na berra pois farto-me de ouvir sempre as mesmas músicas nas rádios nacionais. Tocadas vezes sem conta, até as minhas preferidas deixam de me interessar. Hoje comprei um CD do Nat King Cole, um dos meus cantores americanos favoritos. Apenas € 1,90. Uma pechincha tendo em conta a qualidade das músicas que contém.
Sou adepto das lojas dos chineses e não tem a ver unicamente com os preços por lá praticados. Bem sei que estão livres de impostos e que quem os fabrica são explorados diariamente. Gosto de ver a diversidade, de ver que um povo faz de tudo para sobreviver, até copiar as ideias dos outros. Não compro o que acho que não tem um mínimo de qualidade, mas compro o que encontro noutras lojas a preços exorbitantes, quantas vezes devido a marcas registadas e que afinal são fabricados exactamente no mesmo sítio que os produtos das lojas chinesas. As etiquetas não enganam.
Não faço férias no estrangeiro e só ultrapassei a fronteira terrestre portuguesa duas vezes na minha vida. Temos tanto que ver por cá, que me recuso a sair sem antes ter a oportunidade de visitar o bom que o nosso país oferece. Não saio mais porque existem locais que não devem ser apreciados a sós. Não faço intenção de me meter dentro de um avião nos próximos tempos. Não é medo de voar, é apenas a certeza de que se Deus quisesse que eu voasse, teria nascido pássaro.
Gosto de receber pessoas em casa e de lhes proporcionar conversa e algo que lhes encha as barrigas, que lubrifique as gargantas. Um doce, um salgado, uma bebida mais ou menos caseira. Gosto de investir nos meus hobbies, caseiros como sempre. Gosto de sair de bicicleta e percorrer estradas, transpôr montes. É talvez o meu hobbie mais dispendioso, mas mesmo sendo forreta não o deixo. Gosto de tantas coisas, tenho tantas ideias que infelizmente não podem ser concretizadas. Com tempo vai.
Dizem que sou forreta. Sou forreta e bom rapaz. Só não sou forreta com as letras, pois essas, por mais que eu tente, não me deixam em paz, não permitem que eu as poupe. Sou assim e desafio quem me queira mudar.
Não me interesso minimamente por moda. Não quero saber sequer se as calças combinam com a camisola. Não me posso dar ao luxo de andar sempre a escolher, compro o que me serve e esse é sempre o maior problema. Também não gosto de calçar caro, afinal é para andar pelo chão e o caro hoje em dia já não é sinal de boa qualidade, antes pelo contrário, é apenas design.
Não tenho um telemóvel de última geração, daqueles que só por acaso até servem para fazer chamadas. Não gosto de i-pods, i-pads e outras coisas assim. Um telemóvel serve para falar com os amigos e para poder mandar mensagens, mesmo as mais parvas. Nada de complicações e preços exagerados.
Não compro camarão todos os dias, mas confesso que o gosto de fazer em alturas especiais: algumas festas ou quando me apetece. Não sou de culinária fina mas também não me deixo ficar por pratos usuais. Gosto de inventar, misturar ingredientes, obter novos sabores, aproveitar restos.
Não compro livros todas as semanas, nem todos os meses sequer. Gosto de comprar um livro dois ou três anos depois de ser novidade. Não é só uma questão de preço, gosto de ler sem ser constantemente inundado por comentários vindos de todo o lado. Quando deixa de ser novidade o povo esquece e eu agradeço.
Não tenho os CD's que estão na berra pois farto-me de ouvir sempre as mesmas músicas nas rádios nacionais. Tocadas vezes sem conta, até as minhas preferidas deixam de me interessar. Hoje comprei um CD do Nat King Cole, um dos meus cantores americanos favoritos. Apenas € 1,90. Uma pechincha tendo em conta a qualidade das músicas que contém.
Sou adepto das lojas dos chineses e não tem a ver unicamente com os preços por lá praticados. Bem sei que estão livres de impostos e que quem os fabrica são explorados diariamente. Gosto de ver a diversidade, de ver que um povo faz de tudo para sobreviver, até copiar as ideias dos outros. Não compro o que acho que não tem um mínimo de qualidade, mas compro o que encontro noutras lojas a preços exorbitantes, quantas vezes devido a marcas registadas e que afinal são fabricados exactamente no mesmo sítio que os produtos das lojas chinesas. As etiquetas não enganam.
Não faço férias no estrangeiro e só ultrapassei a fronteira terrestre portuguesa duas vezes na minha vida. Temos tanto que ver por cá, que me recuso a sair sem antes ter a oportunidade de visitar o bom que o nosso país oferece. Não saio mais porque existem locais que não devem ser apreciados a sós. Não faço intenção de me meter dentro de um avião nos próximos tempos. Não é medo de voar, é apenas a certeza de que se Deus quisesse que eu voasse, teria nascido pássaro.
Gosto de receber pessoas em casa e de lhes proporcionar conversa e algo que lhes encha as barrigas, que lubrifique as gargantas. Um doce, um salgado, uma bebida mais ou menos caseira. Gosto de investir nos meus hobbies, caseiros como sempre. Gosto de sair de bicicleta e percorrer estradas, transpôr montes. É talvez o meu hobbie mais dispendioso, mas mesmo sendo forreta não o deixo. Gosto de tantas coisas, tenho tantas ideias que infelizmente não podem ser concretizadas. Com tempo vai.
Dizem que sou forreta. Sou forreta e bom rapaz. Só não sou forreta com as letras, pois essas, por mais que eu tente, não me deixam em paz, não permitem que eu as poupe. Sou assim e desafio quem me queira mudar.
domingo, 29 de setembro de 2013
terça-feira, 24 de setembro de 2013
textos inacabados (1)
Era minha intenção parar de escrever por uns dias mas o "bichinho" não me deixa em paz. Inauguro aqui uma série de textos que ficarão inacabados, possivelmente para sempre. Um amigo diz-me que serei um escritor famoso por não terminar o que começo. Tem sido assim em muitos momentos da minha vida, mas isso é outra conversa.
Aproveitando a época eleitoral actual comecei a escrever uma história com a campanha como tema de fundo. Os nomes das personagens escolhidas vieram à cabeça com naturalidade, por isso não devem ser confundidas com possíveis conhecimentos que eu tenha. Gosto dos nomes e pronto.
Apenas mais um dia de campanha eleitoral numa movimentada rua da cidade. Uma multidão seguia o candidato, cabeça de lista para o principal órgão executivo da região. Marco, um jovem de apenas 22 anos, encontrava-se no meio da confusão. Uma bandeira na mão esquerda, na outra um megafone, a mandar palavras de ordem, de apoio. Os seus cabelos, orgulho daquele rapaz de pele bronzeada, resultado de um verão passado na praia, esvoaçavam com a brisa que se fazia sentir, naquela tarde praticamente outonal.
Aproveitando a época eleitoral actual comecei a escrever uma história com a campanha como tema de fundo. Os nomes das personagens escolhidas vieram à cabeça com naturalidade, por isso não devem ser confundidas com possíveis conhecimentos que eu tenha. Gosto dos nomes e pronto.
Apenas mais um dia de campanha eleitoral numa movimentada rua da cidade. Uma multidão seguia o candidato, cabeça de lista para o principal órgão executivo da região. Marco, um jovem de apenas 22 anos, encontrava-se no meio da confusão. Uma bandeira na mão esquerda, na outra um megafone, a mandar palavras de ordem, de apoio. Os seus cabelos, orgulho daquele rapaz de pele bronzeada, resultado de um verão passado na praia, esvoaçavam com a brisa que se fazia sentir, naquela tarde praticamente outonal.
Apertos de mão, abraços, conversas,
promessas certamente faltas. Tudo normal para uma campanha eleitoral
em que a imagem se torna cada vez mais importante, deixando para trás
as qualidades que realmente interessam para o posto que será
ocupado. E Marco apoiava tudo aquilo. Não por ser igual mas por
querer ser diferente. Sonhador dizem alguns; força de vontade em
querer mudar, dizia para si próprio o rapaz, que quase rouco, seguia
o cortejo, quantas vezes arrastado, quase no ar.
Uma rua mais larga surgiu de repente. A
multidão espalhou-se e Marco pôde finalmente tocar com os pés no
chão. Decidiu parar um pouco para recuperar o fôlego e sentou-se na
primeira esplanada que encontrou.
“Uma água fresca faz favor”, pediu
Marco ao empregado que rapidamente chegara à mesa. A garrafa de
litro e meio depressa veio parar à sua beira. Pensou para si que era
um exagero, mas a verdade é que num ápice virou três copos quase a
entornarem. Sabia-lhe bem a frescura naquela tarde ainda quente.
Olhou em volta e deu-se conta de que a multidão tinha dispersado
quase na totalidade. Talvez tivessem ido em busca de sombras ou
simplesmente invadido os cafés instalados em redor. O candidato
meteu-se pelo centro comercial da esquina e Marco ficou para trás.
Nem se preocupou com a campanha, afinal estava ali tão bem naquela
sombra. “Amanhã há mais”, disse baixinho.
“Desculpe, pode-me dizer onde fica
esta rua?”. Marco virou-se para a direita em busca da boca por onde
saiu aquela pergunta, Junto de sim, um rapaz aparentando a mesma
idade, olhava-o com um papel na mão, esperando uma resposta.
Notava-se o aspecto de turista pois as roupas frescas, mochila,
óculos escuros e uma ténue mancha de suor assim o comprovavam.
Marco tentou explicar mas atrapalhou-se e perdeu-se nas indicações.
“Olhe o melhor é eu levá-lo até lá ou ainda se perde, já que
vou para aquela zona também”, prontificou-se Marco.
A malha urbana era realmente demasiado
complicada de se explicar. Marco meteu por aquelas ruas que conhecia,
talvez querendo até mostrar o seu lado de guia turístico ao rapaz
que a seu lado ía, atento às explicações que lhe eram dadas sobre
alguns edifícios. Chamava-se Chico e estava a descobrir a cidade.
Preferia o final do verão, antes de começar as aulas na faculdade,
onde estudava arte e design.
“Olha, eu também estudo lá”,
disse Marco. “Eu sei... já te vi por lá”, respondeu Chico com
um sorriso nos lábios e tirando os óculos de sol, mostrando os
lindos olhos que por trás deles se escondiam. “A verdade é que
conheço bem a cidade, mas foi um pretexto que encontrei para falar
contigo”. Marco ficou espantado...
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Momentos musicais
Depois dos testamentos literários que tenho andado aqui a descarregar é altura de voltar a momentos mais culturais. A escolha caiu em António Zambujo, cuja voz me acalma.
Descobri recentemente um outro cantor que me era totalmente desconhecido, talvez por estar um pouco fora dos mercados musicais com que somos constantemente inundados. Falo de JP Simões.
E já agora recordar José Mário Branco. para podermos apreciar o presente nunca podemos esquecer o passado. Principalmente quando o passado é tão presente.
Descobri recentemente um outro cantor que me era totalmente desconhecido, talvez por estar um pouco fora dos mercados musicais com que somos constantemente inundados. Falo de JP Simões.
E já agora recordar José Mário Branco. para podermos apreciar o presente nunca podemos esquecer o passado. Principalmente quando o passado é tão presente.
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