segunda-feira, 8 de julho de 2013
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Preconceitos
Nos primeiro anos da minha vida desenvolvi alguns preconceitos. Com a minha saída de casa para estudar fora, algumas das barreiras que criei foram sendo derrubadas. O meio académico é propício à discussão e foi nessa altura que fundei muitos dos alicerces do que sou hoje.
A internet, que deu os primeiros passos ainda na altura em que eu estava no ensino superior, foi sem sombra de dúvidas uma das fontes mais importantes de informação que me ajudaram. É a sociedade da informação, condensada num único espaço, sem ter a necessidade de sair de casa.
Ainda tenho alguns preconceitos. Os mais porém polémicos já caíram por terra. Outros cairão com o tempo, acho eu. Quando se é alvo de preconceitos muitas coisas mudam. Percebemos que os telhados de vidro aparecem quando menos se espera e que por isso, não vale a pena andar continuamente a atirar pedras às telhas frágeis dos vizinhos. Fi-lo por algum tempo mas como já referi, ultrapassei muitos deles.
Acho que é a prova que cresci. Que tendo informação posso avaliar melhor os assuntos e desenvolver novas aptidões. Posso assim contrariar os preconceitos que me rodeiam quase todos os dias na rua ou no trabalho. E muitos, sem o perceberem, atiram continuamente pedras ao meu telhado. "Coitados não sabem...", dirão alguns. São uns tristes apenas, digo eu.
A internet, que deu os primeiros passos ainda na altura em que eu estava no ensino superior, foi sem sombra de dúvidas uma das fontes mais importantes de informação que me ajudaram. É a sociedade da informação, condensada num único espaço, sem ter a necessidade de sair de casa.
Ainda tenho alguns preconceitos. Os mais porém polémicos já caíram por terra. Outros cairão com o tempo, acho eu. Quando se é alvo de preconceitos muitas coisas mudam. Percebemos que os telhados de vidro aparecem quando menos se espera e que por isso, não vale a pena andar continuamente a atirar pedras às telhas frágeis dos vizinhos. Fi-lo por algum tempo mas como já referi, ultrapassei muitos deles.
Acho que é a prova que cresci. Que tendo informação posso avaliar melhor os assuntos e desenvolver novas aptidões. Posso assim contrariar os preconceitos que me rodeiam quase todos os dias na rua ou no trabalho. E muitos, sem o perceberem, atiram continuamente pedras ao meu telhado. "Coitados não sabem...", dirão alguns. São uns tristes apenas, digo eu.
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quarta-feira, 3 de julho de 2013
Mais velho
Percebo que estou mais velho quando o meu sobrinho de 16 anos se mostra interessado numa reportagem de uma revista masculina com o título:
"24 horas de sexo - você nunca fez nada assim!"
Quando tinha a idade dele os meus interesses eram bem diferentes.
Conclusão: estou mesmo a ficar velho. Ou o mundo "gira" mais rápido agora.
"24 horas de sexo - você nunca fez nada assim!"
Quando tinha a idade dele os meus interesses eram bem diferentes.
Conclusão: estou mesmo a ficar velho. Ou o mundo "gira" mais rápido agora.
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segunda-feira, 1 de julho de 2013
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Duche
Às vezes gostava que a água levasse mais do que o pó e o suor. Que levasse outras impurezas que compõem a minha vida.
Esta mensagem é a número 200. Deveria publicar algo especial...
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Romeu e Julião
Romeu e Julião tinham sido educados para se odiarem. As suas famílias eram inimigas mortais. O clã Capuleto, a que pertencia Romeu, há muito que queriam ter a importância política dos Mercúcio, família de Julião. Já na escola onde estivesse Romeu não podia estar o outro rapaz. Todo esse ódio inexplicável acabava por dividir toda uma escola. Até alguns professores embarcavam na loucura ancestral. Uns por familiaridade, outros por uma espécie de vassalagem.
No interior dos corações dos rapazes havia porém uma incerteza desconcertante. Se por um lado precisavam de cumprir a orientação e tradição familiares, por outro uma força incontrolável que os impulsionava a olharem para o outro lado daquele campo de batalha. A força aumentava a cada dia que passava. Mas o que poderiam fazer dois miúdos de 15 anos?
Estava uma tarde como tantas outras. As crianças brincavam no pátio da escola. Romeu e Julião, que se envolveram numa acesa discussão sobre assuntos de família durante a aula, estavam de castigo. O professor, apesar de não estar alheio a tal luta, posicionou-os na mesma mesa. Lado a lado.
A sala tremeu. Os livros caíram das prateleiras. A velha balança estatelou-se no chão de madeira encerado. Os miúdos só tiveram tempo de meterem debaixo da secretária e logo após sentiram que o mundo desabava.
Toda a escola tinha ruído e aqueles eram os únicos que tinham ficado dentro dela quando o sismo abalou todo o edifício. As famílias desesperavam e velhos ódios acenderam-se obrigando à intervenção policial, separando-os, impedindo que houvesse vítimas de luta, nada a ver com a desgraça que se tinha abatido por toda a vila.
Dois dias passaram até que finalmente os bombeiros conseguiram abrir um corredor, por entre os escombros, até à sala onde Romeu e Julião se encontravam. Debaixo da velha secretária de madeira, os dois rapazes, alheios ao que se passava do lado de fora, uniam-se para sobreviver. E no meio de tanta aflição, Romeu puxou Julião para si, abraçou-o e deu-lhe um beijo.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Coleccionismo
Sempre desejei ser coleccionador. Juntar qualquer coisa com que pudesse ocupar o tempo. Já tive calendários, cromos, caixas de fósforos, pacotes de açúcar, entre outros. Ainda por lá tenho uma mini pequena colecção de moedas de 100$00 e 200$00. Já nada valem mas ficam de recordação.
Vasculho o que já escrevi ao longo dos anos e acabo por descobrir que a maior colecção são os textos inacabados. Acho que se tornou o passatempo que nunca imaginei ter. Velhos poemas e contos começados vinte anos atrás acumulam-se com outros mais recentes. Acumulam-se é forma de dizer, pois tenho tantas coisas espalhadas que por vezes lhes perco o norte.
Recentemente tive a oportunidade de acabar uns textos que foram iniciados ainda no século passado. Acho que até ficaram bons, pois nota-se a diferença de escrita. O facto de eu estar mais crescido. Curiosamente acabei por lhes dar o fim inicialmente pretendido. A minha memória ainda se lembra de algumas coisas.
Mesmo aqui no computador os escritos inacabados já se vão acumulando. Alguns porque acabo por me entusiasmar e escrevo mais do que devia, indo por caminhos tão dispersos que depois não consigo dar-lhes o fim que já destinei. Outros porque o fim não aparece. E cá ficam à espera que eu pegue de novo no assunto e lhes dê o fim digno que merecem.
Preguiça dizem alguns. Amadurecimento, digo eu.
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