... como uma noite de sono para ultrapassar as dificuldades.
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sábado, 25 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Dia especial
Como hoje é um dia especial aqui fica a segunda publicação.
Um fado de Carlos Ramos - Vielas de Alfama (Artur Ribeiro/Max)
Um fado de Carlos Ramos - Vielas de Alfama (Artur Ribeiro/Max)
domingo, 18 de maio de 2014
escritos
(...)
Perguntas se te amo e respondo.
"Foi essa a pergunta que fiz a mim próprio dezenas, centenas de vezes. E tantas vezes quase decidi que seria apenas um desvario de juventude. No entanto lembrava esses teus olhos que sempre penetram na profundidade dos meus, os teus cabelos que sempre sonhei massajar com os meus dedos, essa boca onde sempre desejei me perder. Todas as dúvidas voltavam à minha cabeça e no meio de tantas noites sem dormir, a resposta final acabava invariavelmente por ser sempre a mesma. Não consigo viver sem ti e se isso não é amor não sei o que será. Resta-me apenas, após todas as tuas recusas, a esperança de deixar que esse sentimento se desvaneça e passe a ser apenas mais uma cena do passado, deste filme que é a minha vida."
Olhas-te me uma vez mais e questionas se poderias impedir que esse amor desaparecesse, se não irias tarde demais.
Respondo que não cabe a mim dizer, mas sim ao tempo.
(...)
Perguntas se te amo e respondo.
"Foi essa a pergunta que fiz a mim próprio dezenas, centenas de vezes. E tantas vezes quase decidi que seria apenas um desvario de juventude. No entanto lembrava esses teus olhos que sempre penetram na profundidade dos meus, os teus cabelos que sempre sonhei massajar com os meus dedos, essa boca onde sempre desejei me perder. Todas as dúvidas voltavam à minha cabeça e no meio de tantas noites sem dormir, a resposta final acabava invariavelmente por ser sempre a mesma. Não consigo viver sem ti e se isso não é amor não sei o que será. Resta-me apenas, após todas as tuas recusas, a esperança de deixar que esse sentimento se desvaneça e passe a ser apenas mais uma cena do passado, deste filme que é a minha vida."
Olhas-te me uma vez mais e questionas se poderias impedir que esse amor desaparecesse, se não irias tarde demais.
Respondo que não cabe a mim dizer, mas sim ao tempo.
(...)
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Sons do campo
É estranho, já não ouço o relógio da capela a tocar durante a noite. Consequência de uma lei que se esqueceu da importância de tal dispositivo no meio rural.
A capela vai ainda sendo, sem qualquer sombra de dúvida, um dos mais importantes elementos sociais dos pequenos centros rurais. Não se trata apenas de um lugar de culto. É acima de tudo um espaço social.
O toque do relógio sempre foi um elemento crucial. No meio da lavoura, era o som do martelo a bater no sino, que ordenava o início, pausas e fim do dia de trabalho. O relógio sempre foi companhia nos tempos de solidão. É a certeza da hora certa. A união entre todos.
Hoje os relógios povoam os pulsos de todos, tal como os telemóveis, computadores e outros dispositivos modernos. Sempre gostei de ouvir o toque durante a noite. O silêncio é mais desconcertante, faz-me sentir mais só, aumentando a nostalgia de outros tempos.
As leis dos homens são muitas vezes implacáveis, pois esquecem que, apesar do país ser pequeno, as diferenças existem. A vida da grande cidade impõe silêncios. A vida do resto do país implora compreensão. E o silêncio no meio rural não é bom presságio.
(texto original escrito logo a seguir ao anterior publicado)
A capela vai ainda sendo, sem qualquer sombra de dúvida, um dos mais importantes elementos sociais dos pequenos centros rurais. Não se trata apenas de um lugar de culto. É acima de tudo um espaço social.
O toque do relógio sempre foi um elemento crucial. No meio da lavoura, era o som do martelo a bater no sino, que ordenava o início, pausas e fim do dia de trabalho. O relógio sempre foi companhia nos tempos de solidão. É a certeza da hora certa. A união entre todos.
Hoje os relógios povoam os pulsos de todos, tal como os telemóveis, computadores e outros dispositivos modernos. Sempre gostei de ouvir o toque durante a noite. O silêncio é mais desconcertante, faz-me sentir mais só, aumentando a nostalgia de outros tempos.
As leis dos homens são muitas vezes implacáveis, pois esquecem que, apesar do país ser pequeno, as diferenças existem. A vida da grande cidade impõe silêncios. A vida do resto do país implora compreensão. E o silêncio no meio rural não é bom presságio.
(texto original escrito logo a seguir ao anterior publicado)
quinta-feira, 1 de março de 2012
Vizinhos
Acabei de vir da rua. Um vizinho meu chamou a polícia. Estou a ouvir Maria Callas e pensaram que eu estrava a maltratar uma mulher. Gente sem cultura.
Ok, inventei... mas bem que pode acontecer.
Ok, inventei... mas bem que pode acontecer.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
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