Por acaso tenho um limoeiro junto ao canteiro da hortelã menta.
Mostrando postagens com marcador natureza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador natureza. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
segunda-feira, 30 de março de 2015
I'm sexy and i know it
É assim que me sinto sempre que me preparo para sair contigo. E já lá fora é como se o mundo fosse só nosso, esquecemos que existe mais vida e passamos a ser um só.
Quando voltamos entro no banho e mesmo vestido recordo os bons momentos que passámos, onde mais gostamos de estar os dois.
É bom voltar aos hábitos antigos. Só tenho que te agradecer... bicicleta.
Quando voltamos entro no banho e mesmo vestido recordo os bons momentos que passámos, onde mais gostamos de estar os dois.
É bom voltar aos hábitos antigos. Só tenho que te agradecer... bicicleta.
Etiquetas:
desporto,
natureza,
ribatejano
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Mensagem 260
Quando comecei o blogue nunca esperei atingir sequer as 200 publicações. Esta é a mensagem número 260 e já começa a ser complicado escrever coisas novas. Existem porém temas em que não me importo de voltar.
Não me vejo a morar longe do campo. Se bem que por estas bandas o que não há falta é de campo. As cidades não têm mais de meia dúzia de quilómetros de um lado ao outro, tudo o resto em volta é verde.
Para quem passa a vida a sonhar com uma casinha rodeada por verde e espaço para cultivar flores, nem sabe da "missa a metade". Imagino-me muitas vezes dentro de um apartamento, num prédio alto (que costumo por designar por aviário vertical) sem ter a necessidade de me preocupar com uma série de coisas. É o canil a precisar de limpeza, cortar as ervas, podar as árvores, limpar algerozes, abrir valetas, manter a rua limpa. É cansativo mas pensando bem, antes o campo que a loucura da cidade grande.
Afinal a cidade grande não está tão longe como parece. Para um lado tenho Caldas da Rainha, para o outro Torres Vedras. São os dois "monstros" urbanos da zona. As restantes urbes são apenas gotas no território oestino: Peniche, Óbidos, Lourinhã, Alcobaça, Rio Maior. Mais poderia referir mas são estas as quais tenho algum tipo de ligação.
Durante esta manhã, em que fiz diversos quilómetros de caminhada forçada, por questões profissionais, lembrei de pequenos episódios que já me aconteceram, histórias quantas vezes inacreditáveis. Recordo gente da cidade grande (Lisboa) que sempre sonhou com o campo e decidiu cá comprar casa. Depois queixam-se do cheiro do estrume nas terras, do toque nocturno do sino da igreja para anunciar as horas (proibido no âmbito da lei do ruído, algo que acho um tremendo disparate), das estreiteza das estradas e até do galo do vizinho estar sempre a cantar. Que querem?! Isto é o campo, não a cidade com jardins em redor.
Sou feliz onde moro (embora pudesse ser mais) e não o troco. Gosto de ir à cidade grande, para estar com os amigos que moram lá, para passear ou porque tenho mesmo que ir. Tal como os urbanos gostam de vir visitar o campo. Trata-se apenas de uma mudança de ares, que todos gostamos.
Pensei colocar umas fotografias ilustrativas, mas não me apetece agora. Pode ser que volte e enfeite um pouco mais o texto, pois já me dizem que estou a ficar literariamente sorumbático.
Não me vejo a morar longe do campo. Se bem que por estas bandas o que não há falta é de campo. As cidades não têm mais de meia dúzia de quilómetros de um lado ao outro, tudo o resto em volta é verde.
Para quem passa a vida a sonhar com uma casinha rodeada por verde e espaço para cultivar flores, nem sabe da "missa a metade". Imagino-me muitas vezes dentro de um apartamento, num prédio alto (que costumo por designar por aviário vertical) sem ter a necessidade de me preocupar com uma série de coisas. É o canil a precisar de limpeza, cortar as ervas, podar as árvores, limpar algerozes, abrir valetas, manter a rua limpa. É cansativo mas pensando bem, antes o campo que a loucura da cidade grande.
Afinal a cidade grande não está tão longe como parece. Para um lado tenho Caldas da Rainha, para o outro Torres Vedras. São os dois "monstros" urbanos da zona. As restantes urbes são apenas gotas no território oestino: Peniche, Óbidos, Lourinhã, Alcobaça, Rio Maior. Mais poderia referir mas são estas as quais tenho algum tipo de ligação.
Durante esta manhã, em que fiz diversos quilómetros de caminhada forçada, por questões profissionais, lembrei de pequenos episódios que já me aconteceram, histórias quantas vezes inacreditáveis. Recordo gente da cidade grande (Lisboa) que sempre sonhou com o campo e decidiu cá comprar casa. Depois queixam-se do cheiro do estrume nas terras, do toque nocturno do sino da igreja para anunciar as horas (proibido no âmbito da lei do ruído, algo que acho um tremendo disparate), das estreiteza das estradas e até do galo do vizinho estar sempre a cantar. Que querem?! Isto é o campo, não a cidade com jardins em redor.
Sou feliz onde moro (embora pudesse ser mais) e não o troco. Gosto de ir à cidade grande, para estar com os amigos que moram lá, para passear ou porque tenho mesmo que ir. Tal como os urbanos gostam de vir visitar o campo. Trata-se apenas de uma mudança de ares, que todos gostamos.
Pensei colocar umas fotografias ilustrativas, mas não me apetece agora. Pode ser que volte e enfeite um pouco mais o texto, pois já me dizem que estou a ficar literariamente sorumbático.
Etiquetas:
ambiente,
natureza,
ribatejano
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Passatempos
Certo dia meti na
cabeça que deveria ser pescador desportivo. Comprei uma cana de
pesca numa loja oriental e parti para a aventura. Como não há rio
por aqui com peixe optei por ir até ao mar. A tarde estava boa e o
oceâno mantinha-se calmo. Pousei os apetrechos, coloquei isco no
anzol e atirei-o para a zona de rebentação. Talvez por sorte de
iniciante logo à segunda vez pesquei um peixe. Um carapau, que
apesar de tentar fugir, foi parar ao balde com água que estava junto
a mim. Voltei a lançar a linha, sentei-me e puz-me a apreciar o belo
carapau.
Aquele peixão fitou-me com muito interesse. A certa altura assobiou-me e olhei para dentro do balde. «Ainda bem que olhaste, aqui sinto-me sozinho.» - disse o carapau - «Se quiseres conto-te uma história do sítio de onde eu venho.». Concordei e escutei-o com atenção.
«O meu mar é imenso e tem muita vida. Tanta que o homem nem sequer conhece uma ínfima parte do que lá existe. Conheci em tempos duas Cirrhitichthys falco, que vocês aqui na terra conhecem por peixe-falcão. Eram a Ada e a Eva e eram amigas desde a altura em que saíram das ovas de onde se desenvolveram. Eram inseparáveis, onde estivesse a Ada não muito longe estaria a Eva. Metiam-se em tantas confusões, que Neptuno, o Deus que manda nos oceânos, já nem dava grande importância.
Ada gostava de cantar e tinha uma das mais bonitas vozes do mar, até as sereias tinham inveja. Já Eva era mais dada a corridas, havia quem lhe chamasse até “carapau de corrida”. As duas juntas formavam assim o par mais desconcertante. Simpáticas com todos, amadas pelos mais chegados.
Acontece que naquela espécie quando o número de fêmeas é muito maior do que os machos podem controlar, há necessidade de uma delas mudar de sexo. Neptuno escolhe quem passa a ser macho, quem se tem que sacrificar para o bem da espécie. O chefe optou por Eva, que ao contrário do que seria de esperar, ficou muito desgostosa. Não se estava a ver com o nome de Ivo, ainda menos a controlar um harém de fêmeas tresloucadas. Mais preocupante ainda era a terrível separação de Ada, que ficaria no clã do outro macho reprodutor.
Eva decidiu ir falar com Neptuno. Não haveria outra fêmea que estivesse mais interessada em se entregar por tão grande honra? Neptuno não é Deus de se deixar ir por sentimentalismos e informou-a logo que a única hipótese era ser Ada a escolhida. De qualquer das formas as duas jamais poderiam continuar a ser amigas.
Chegou o dia da transformação e Eva lá compareceu perante Neptuno. Este, num momento raro de pura generosidade e sentindo pena de Eva, decidiu então quebrar as suas regras e fazer um acordo final com Eva: dar-lhe-ia mais um dia de fêmea com a condição que o utilizasse para fazer o que lhe dava mais prazer.
Eva pulou de alegria e sabia bem como passar o dia que Neptuno lhe dava. Correu em direcção ao sítio onde Ada estava, cabisbaixa, chorando pela amiga que nunca mais veria. Eva abraçou-a e explicou à amiga que tinham mais um dia juntas. Foi o dia mais bem aproveitado de ambas, fizeram de tudo o que mais gostavam. No final do dia, Eva, chegou perto da sua amiga, beijou-a e disse-lhe que a amava e que gostaria de ficar o resto de sua vida junto da sua mais querida amiga. Porém Neptuno tinha-lhe destinado uma vida completamente diferente. Ada despediu-se da amiga e Eva partiu em direcção ao seu destino.
Por ironia do destino o macho reprodutor que tinha o harém demasiado grande fora entretanto apanhado na rede de um arrastão espanhol e Neptuno viu-se na necessidade de transformar duas fêmeas para ocuparem os dois haréns. Eva passou a Ivo e Ada foi a outra escolhida, passando a chamar-se Edu.
Algum tempo depois Ivo e Edu encontraram-se por acaso no mar e ficaram estupefactos a olharem-se mutuamente. Tornaram-se bons amigos e de quando em vez ainda se encontram para partilharem as suas aventuras.»
Olhei o carapau e pensei cá para mim que o peixe só me quis enganar, mas tive de concordar que a história era até bem interessante. Decidi então dar-lhe mais uma oportunidade e soltá-lo, deixando-o partir em paz. A velocidade com que o perdi de vista fez-me crêr que tinha soltado um verdadeiro carapau de corrida.
Aquele peixão fitou-me com muito interesse. A certa altura assobiou-me e olhei para dentro do balde. «Ainda bem que olhaste, aqui sinto-me sozinho.» - disse o carapau - «Se quiseres conto-te uma história do sítio de onde eu venho.». Concordei e escutei-o com atenção.
«O meu mar é imenso e tem muita vida. Tanta que o homem nem sequer conhece uma ínfima parte do que lá existe. Conheci em tempos duas Cirrhitichthys falco, que vocês aqui na terra conhecem por peixe-falcão. Eram a Ada e a Eva e eram amigas desde a altura em que saíram das ovas de onde se desenvolveram. Eram inseparáveis, onde estivesse a Ada não muito longe estaria a Eva. Metiam-se em tantas confusões, que Neptuno, o Deus que manda nos oceânos, já nem dava grande importância.
Ada gostava de cantar e tinha uma das mais bonitas vozes do mar, até as sereias tinham inveja. Já Eva era mais dada a corridas, havia quem lhe chamasse até “carapau de corrida”. As duas juntas formavam assim o par mais desconcertante. Simpáticas com todos, amadas pelos mais chegados.
Acontece que naquela espécie quando o número de fêmeas é muito maior do que os machos podem controlar, há necessidade de uma delas mudar de sexo. Neptuno escolhe quem passa a ser macho, quem se tem que sacrificar para o bem da espécie. O chefe optou por Eva, que ao contrário do que seria de esperar, ficou muito desgostosa. Não se estava a ver com o nome de Ivo, ainda menos a controlar um harém de fêmeas tresloucadas. Mais preocupante ainda era a terrível separação de Ada, que ficaria no clã do outro macho reprodutor.
Eva decidiu ir falar com Neptuno. Não haveria outra fêmea que estivesse mais interessada em se entregar por tão grande honra? Neptuno não é Deus de se deixar ir por sentimentalismos e informou-a logo que a única hipótese era ser Ada a escolhida. De qualquer das formas as duas jamais poderiam continuar a ser amigas.
Chegou o dia da transformação e Eva lá compareceu perante Neptuno. Este, num momento raro de pura generosidade e sentindo pena de Eva, decidiu então quebrar as suas regras e fazer um acordo final com Eva: dar-lhe-ia mais um dia de fêmea com a condição que o utilizasse para fazer o que lhe dava mais prazer.
Eva pulou de alegria e sabia bem como passar o dia que Neptuno lhe dava. Correu em direcção ao sítio onde Ada estava, cabisbaixa, chorando pela amiga que nunca mais veria. Eva abraçou-a e explicou à amiga que tinham mais um dia juntas. Foi o dia mais bem aproveitado de ambas, fizeram de tudo o que mais gostavam. No final do dia, Eva, chegou perto da sua amiga, beijou-a e disse-lhe que a amava e que gostaria de ficar o resto de sua vida junto da sua mais querida amiga. Porém Neptuno tinha-lhe destinado uma vida completamente diferente. Ada despediu-se da amiga e Eva partiu em direcção ao seu destino.
Por ironia do destino o macho reprodutor que tinha o harém demasiado grande fora entretanto apanhado na rede de um arrastão espanhol e Neptuno viu-se na necessidade de transformar duas fêmeas para ocuparem os dois haréns. Eva passou a Ivo e Ada foi a outra escolhida, passando a chamar-se Edu.
Algum tempo depois Ivo e Edu encontraram-se por acaso no mar e ficaram estupefactos a olharem-se mutuamente. Tornaram-se bons amigos e de quando em vez ainda se encontram para partilharem as suas aventuras.»
Olhei o carapau e pensei cá para mim que o peixe só me quis enganar, mas tive de concordar que a história era até bem interessante. Decidi então dar-lhe mais uma oportunidade e soltá-lo, deixando-o partir em paz. A velocidade com que o perdi de vista fez-me crêr que tinha soltado um verdadeiro carapau de corrida.
sábado, 27 de julho de 2013
Nove horas mais...
Nove horas mais cinco minutos de uma manhã de sábado. O verde povoa a paisagem que me rodeia. Castanheiros, oliveiras, pinheiros e outras árvores de diferentes portes. O prado, meio seco, é uma alcatifa onde há pouco, as minhas sapatilhas recentemente estreadas, pisaram. Está fresco mas os raios solares perfuram entre as nuvens que povoam o céu.
Acordei cedo hoje, tal como se fosse um normal dia de semana. Na verdade, todos os dias são para acordar cedo. Não existe motivo suficiente para me deixar dormir mais cedo nem que me faça abandonar o leito mais tarde.
Vou dar uma caminhada na natureza. Que me acompanha ligou à pouco. Acordou às nove e pelo que prevejo antes das dez não estará na minha presença. Sentei-me no carro e escrevo e ouço música.
Nestes momentos de espera aproveito para inventar histórias. lembrei de criar uma relação entre uma simples lagarta e uma folha de castanheiro. Ou até criar uma sinfonia baseada no canto dos pássaros. A formiga que trabalha arduamente mas neste caso, poderia ser acusado de plágio.
Foi há uns meros vinte e dois anos que fiz campismo pela última, no ano em que comecei a deixar de ser feliz. fui buscar essa memória por causa das poucas tendas que povoam o parque situado à minha rectaguarda. Apetece-me comprar uma tenda e reiniciar essa actividade. Talvez encontre quem me ajude a armar a tenda, especialmente alguém que leia as instruções, já que eu raramente o faço. E os resultados acabam sempre por não ser os esperados.
Os trilhos esperam-me. O tempo convida e as minhas pernas pedem exercício. Não que eu seja sedentário, elas gostam apenas de movimento. trouxe a mochila abastecida. O boné de pala. A máquina fotográfica. O bastão que marca o passo. Ao longe pareço um pastor, mas o meu pastoreio não passa de ideias. Não se alimentam das ervas que me rodeiam, apenas dos sonhos que ainda povoam o meu ser.
Vem-me sempre à memória a mesma palavra, aquela com que defino a minha escrita. "Disparates". Só escrevo disparates e este caderno é prova disso. Já lá vão vinte minutos de escrita e já me dói o pulso. A preguiça invade-me e o sol atrai-me. Acho que vou seguir o seu desejo. Afinal é apenas mais um sábado. Diferente.
(acabado de escrever às 9:29h)
Acordei cedo hoje, tal como se fosse um normal dia de semana. Na verdade, todos os dias são para acordar cedo. Não existe motivo suficiente para me deixar dormir mais cedo nem que me faça abandonar o leito mais tarde.
Vou dar uma caminhada na natureza. Que me acompanha ligou à pouco. Acordou às nove e pelo que prevejo antes das dez não estará na minha presença. Sentei-me no carro e escrevo e ouço música.
Nestes momentos de espera aproveito para inventar histórias. lembrei de criar uma relação entre uma simples lagarta e uma folha de castanheiro. Ou até criar uma sinfonia baseada no canto dos pássaros. A formiga que trabalha arduamente mas neste caso, poderia ser acusado de plágio.
Foi há uns meros vinte e dois anos que fiz campismo pela última, no ano em que comecei a deixar de ser feliz. fui buscar essa memória por causa das poucas tendas que povoam o parque situado à minha rectaguarda. Apetece-me comprar uma tenda e reiniciar essa actividade. Talvez encontre quem me ajude a armar a tenda, especialmente alguém que leia as instruções, já que eu raramente o faço. E os resultados acabam sempre por não ser os esperados.
Os trilhos esperam-me. O tempo convida e as minhas pernas pedem exercício. Não que eu seja sedentário, elas gostam apenas de movimento. trouxe a mochila abastecida. O boné de pala. A máquina fotográfica. O bastão que marca o passo. Ao longe pareço um pastor, mas o meu pastoreio não passa de ideias. Não se alimentam das ervas que me rodeiam, apenas dos sonhos que ainda povoam o meu ser.
Vem-me sempre à memória a mesma palavra, aquela com que defino a minha escrita. "Disparates". Só escrevo disparates e este caderno é prova disso. Já lá vão vinte minutos de escrita e já me dói o pulso. A preguiça invade-me e o sol atrai-me. Acho que vou seguir o seu desejo. Afinal é apenas mais um sábado. Diferente.
(acabado de escrever às 9:29h)
Etiquetas:
caminhadas,
natureza,
ribatejano
quinta-feira, 25 de abril de 2013
25 de Abril
Uma manhã na natureza e um dedo inchado.
Haverá melhor comemoração?!
Haverá melhor comemoração?!
Etiquetas:
liberdade,
natureza,
ribatejano
Assinar:
Postagens (Atom)