Abafado. É o que se sente dentro destas quatro paredes que compõem a sala. As janelas estão entreabertas na esperança de entrar algum do ar fresco que povoa a noite aqui na rua ao lado, onde a lua está amarela e uma névoa que entre nós passa dá-lhe um ar de mistério, como se uma cena de filme se tratasse, talvez daqueles de terror.
É assim uma noite de verão na minha morada. O ar quente, as roupas espalhadas nas costas das cadeiras ou nos sofás, a pele à mostra, nua. Chinelos de praia nos pés, calções azuis com costuras em verde. Um chá fresco, embora no momento seja apenas uma ideia.
O verão chegou e com ele as noites de ócio.
Mostrando postagens com marcador diário. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador diário. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 21 de junho de 2016
sexta-feira, 6 de maio de 2016
Amanhã não publicarei...
... pelo que é melhor fazê-lo agora.
Acordo às duas, três, quatro da madrugada. Como se me obrigasse a acordar, farto de sonhar com coisas parvas. Talvez resultado deste calor a que já não estava habituado, afinal estamos em maio e o inverno ainda não acabou.
Levanto-me e vou para a internet, onde saltito entre as contas do facebook, dos sites de "encontros sociais", de um ou outro blogue de contos eróticos ou outros que não me atrevo a referir, na esperança de não chocar mais do que já escrevi neste parágrafo.
Às vezes acendo a televisão, nos canais de cinema, que repetem os velhos filmes quase todas as semanas, como se a sétima arte fosse apenas aquilo que nos impõem aqueles quatro canais. Prefiro visitar o youtube e ouvir música, brasileira, fado, pop, anos 80.
Farto-me de estar ao computador, vejo as horas e decido que é melhor voltar para a cama. Afinal, daqui a algumas horas lá tenho que voltar à cadeira azul, aquela em que me obrigam a ficar quase todo o dia. Até já me dói o rabo só de relembrar esse facto.
A cama está fria de novo, não faz mal, ainda tenho calor e já tirei um dos cobertores que me velam durante o inverno. Apago a luz e fico a olhar para o vermelho do mostrador do relógio, donde em pouco tempo, música dos anos 70-90 tocará, sinal que está na hora de acordar. Adormeço.
Acordo às duas, três, quatro da madrugada. Como se me obrigasse a acordar, farto de sonhar com coisas parvas. Talvez resultado deste calor a que já não estava habituado, afinal estamos em maio e o inverno ainda não acabou.
Levanto-me e vou para a internet, onde saltito entre as contas do facebook, dos sites de "encontros sociais", de um ou outro blogue de contos eróticos ou outros que não me atrevo a referir, na esperança de não chocar mais do que já escrevi neste parágrafo.
Às vezes acendo a televisão, nos canais de cinema, que repetem os velhos filmes quase todas as semanas, como se a sétima arte fosse apenas aquilo que nos impõem aqueles quatro canais. Prefiro visitar o youtube e ouvir música, brasileira, fado, pop, anos 80.
Farto-me de estar ao computador, vejo as horas e decido que é melhor voltar para a cama. Afinal, daqui a algumas horas lá tenho que voltar à cadeira azul, aquela em que me obrigam a ficar quase todo o dia. Até já me dói o rabo só de relembrar esse facto.
A cama está fria de novo, não faz mal, ainda tenho calor e já tirei um dos cobertores que me velam durante o inverno. Apago a luz e fico a olhar para o vermelho do mostrador do relógio, donde em pouco tempo, música dos anos 70-90 tocará, sinal que está na hora de acordar. Adormeço.
Etiquetas:
diário,
escritos,
ribatejano
terça-feira, 11 de novembro de 2014
Momentos
Acho que nunca pensei tanto antes de escrever um texto neste espaço. Ando aborrecido com algumas coisas pelo que tenho medo do que possa acontecer nas próximas linhas. Uma dessas coisas deixa-me completamente de rastos, não por eu não saber que aconteceria, mas o quando e o como é que eram incógnitas. Não vale a pena falar do assunto, um dia destes publico o texto que escrevi esta manhã.
Este ano o tão desejado verão de S. Martinho ficou fechado numa gaveta do S. Pedro, aquele santo a quem praguejamos quando do céu caem os pingos tão indesejados ou quando as portas do céu batem com força, com tanta força que por vezes além do som até faz faísca. Se hoje houve uma pequena trégua, é bem possível que amanhã não tenhamos a mesma sorte. (enquanto escrevo este parágrafo dou conta que já chove)
A zona de Vila Franca de Xira anda na boca do povo. Legionella pra cá, legionella para lá, contaminação, doentes, mortes. Enchem-se as páginas dos jornais, tomam de assalto os telejornais e na internet fazem-se piadas sobre o assunto. Até já dizem que foram as acções provocatórias militares russas, que aproveitaram para cá deixar umas bactérias, só para nos chatear. Como se Portugal fosse um país de interesse para a poderosa Rússia.
Brincadeiras à parte e como somos um país sério, não a julgar pelas tristes cenas que pela casa da assembleia se passam, em especial por ministros que deviam respeitar quem lá mora e acima de tudo quem representam, Portugal contínua a mesma pasmaceira. Continua-se a perder tempo e dinheiro com escândalos financeiros, quando todos sabemos que não terá resultado prático algum.
Política. Não gosto muito de mexer com o assunto mas quando vejo o que se passa na cena política nacional até me dá vontade de vomitar. Então não é que o poder central corta as pernas às autarquias e depois ficam ofendidos quando os autarcas têm que arranjar maneira de amealhar uns extras para pagar as contas? Essa é boa. Afinal o que é que os senhores dos "cortes" têm feito nos últimos três anos?
Ouço músicas de outros tempos. Fazem-me lembrar momentos que já não voltam. Há quem chame a isso nostalgia, eu chamo-lhe memórias e foram elas que me ajudaram a crescer e a formar-me enquanto pessoa. Espero que exista neste mundo quem faça como eu, que aproveite o passado para se tornarem melhores pessoas no mundo. Porque a uma boa pessoa não basta sê-lo, há que parecê-lo também.
Este ano o tão desejado verão de S. Martinho ficou fechado numa gaveta do S. Pedro, aquele santo a quem praguejamos quando do céu caem os pingos tão indesejados ou quando as portas do céu batem com força, com tanta força que por vezes além do som até faz faísca. Se hoje houve uma pequena trégua, é bem possível que amanhã não tenhamos a mesma sorte. (enquanto escrevo este parágrafo dou conta que já chove)
A zona de Vila Franca de Xira anda na boca do povo. Legionella pra cá, legionella para lá, contaminação, doentes, mortes. Enchem-se as páginas dos jornais, tomam de assalto os telejornais e na internet fazem-se piadas sobre o assunto. Até já dizem que foram as acções provocatórias militares russas, que aproveitaram para cá deixar umas bactérias, só para nos chatear. Como se Portugal fosse um país de interesse para a poderosa Rússia.
Brincadeiras à parte e como somos um país sério, não a julgar pelas tristes cenas que pela casa da assembleia se passam, em especial por ministros que deviam respeitar quem lá mora e acima de tudo quem representam, Portugal contínua a mesma pasmaceira. Continua-se a perder tempo e dinheiro com escândalos financeiros, quando todos sabemos que não terá resultado prático algum.
Política. Não gosto muito de mexer com o assunto mas quando vejo o que se passa na cena política nacional até me dá vontade de vomitar. Então não é que o poder central corta as pernas às autarquias e depois ficam ofendidos quando os autarcas têm que arranjar maneira de amealhar uns extras para pagar as contas? Essa é boa. Afinal o que é que os senhores dos "cortes" têm feito nos últimos três anos?
Ouço músicas de outros tempos. Fazem-me lembrar momentos que já não voltam. Há quem chame a isso nostalgia, eu chamo-lhe memórias e foram elas que me ajudaram a crescer e a formar-me enquanto pessoa. Espero que exista neste mundo quem faça como eu, que aproveite o passado para se tornarem melhores pessoas no mundo. Porque a uma boa pessoa não basta sê-lo, há que parecê-lo também.
Assinar:
Postagens (Atom)