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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Nostalgia

Por causa da notícia da morte de Michel Galabru, fui em busca dos filmes com o Louis de Funès, Os Gendarmes de Saint-Tropez. Pena que as nossas estações de televisão tenham esquecido esses bons filmes...







domingo, 15 de dezembro de 2013

Com dedicatória a Coimbra

Mote

Podes pensar que sou infeliz
Por viver nesta solidão:
Mas vivo a vida que eu quis
Apesar de ser um só coração.

Glosas

Sou metade de um par
Lá nisso tens toda a razão;
E passo a vida a cantar
Em rimas, minha solidão.

     Sou metade de um poema
     Escrito com muita dor;
     Sou um só neste sistema
     Em que só eu dou amor.

Sou metade de uma vida
Peço a Deus a outra parte;
Mas é súplica perdida
Pois nem para pedir tenho arte.

     Sou metade de um brinco de cereja.
     Até esta fruta tem mais sorte;
     Vivo de constante inveja,
     Não sabendo qual o meu norte.

Sou metade do que tu pensas,
E pensas que sou infeliz?
Não venhas com fé ou crenças,
Vivo a vida que sempre quis.

     Sou metade de um momento
     Pois vivo nesta solidão.
     Sou metade do pensamento,
     Sou parte de um só coração.

Coimbra, 09 de Dezembro de 2000 (03:23 h)


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Momentos do antigamente

Vinte anos passaram desde que percebi que as palavras se juntavam, dentro da minha moleirinha, na tentativa de formarem frases interessantes. As pequenas frases foram depois juntas para criarem poemas. Pensava eu que era um poeta popular, mas a minha memória trama-me um pouco e decorar certos textos não é comigo.

Por causa de um poema que escrevi num comentário de um blogue concorrente (hahaha) lembrei-me que no meu "castelo" existe um velho dossier, com uma série de poemas que escrevi, quando era menos espigadote. Muito escrevi nos meus tempos de estudante, talvez na esperança de conquistar algum coração desprevenido. Acham que resultou?

Corria o ano 1999 (século passado) quando peguei numa famosa e bela quadra de um dos maiores poetas populares de todos os tempos, António Aleixo e com a minha ignorância lá o coloquei como mote, às glosas que a seguir saíram da minha criatividade.

Mote

Qual é a mulher mais bela,
De formas esculturais?
A mais bela é sempre aquela
De quem nós gostamos mais.

(António Aleixo)

Glosas

Penso na beleza
Que o mundo tem
E penso também
Na fiel riqueza
Que a mulher tem, com certeza.
São todas desiguais
Pinto-as a todas numa tela.
Mas qual é a mulher mais bela,
De formas esculturais?

Isto dá que pensar
Pois há mulheres pretas e branquelas
De todas as cores, amarelas
Da cor do tio e do mar.
Olhando do ar
Procuro sinais
Dessas mulheres quase iguais
À mulher para mim mais bela.
Pois a mais bela é sempre aquela
De quem nós gostamos mais.


Não me preocupei muito com a métrica na altura, mas não me esqueci da rima. Escrever décimas (10 versos) não é "pêra doce". Talvez um dia eu aprofunde mais o tema.



quarta-feira, 25 de julho de 2012